[HISTÓRIA MUNDIAL] Fale sobre o uso das novas tecnologias na comunicação no…
Fale sobre o uso das novas tecnologias na comunicação no período entre guerras.
Rádio: Stálin, Hitler, Roosevelt ( programa – conversa ao pé da lareira – domingo à noite)
Cinema – Olímpia ( sobre as olimpíadas de 1936) e Triunfo da Vontade)
É a obra prima de Leni Riefenstahl documentando o 6º Congresso do Partido Nazista Alemão, acontecido em Nuremberg de 4 a 10 de setembro de 1934.Ao contrário do que Leni alega atualmente e conforme ela relatou no pequeno livro sobre a elaboração de “O Triunfo da Vontade”, ela participou ativamente, junto com Hitler, do planejamento do comício, que foi desde o início concebido como cenário de um espetáculo cinematográfico, o que é comprovado pela perfeição com que se desenrolam as cenas captadas por 36 câmeras. Desde que, como um Deus, Hitler desce dos céus, passando pelas grandiosas cenas de impressionante demonstração de unidade e disciplinas dos membros do Partido Nacional Socialista, até cada mínimo detalhe das cenas mais próximas do Führer e seus colaboradores, das crianças perfiladas, das mulheres saudando das janelas. Tudo com um mínimo de narração.
Riefenstahl relata que começou a planejar em maio o filme do congresso que iria acontecer em setembro, supervisionando a construção de torres, pontes e pistas para as câmeras.No fim de agosto, Hitler foi a Nuremberg para “verificar e dar as últimas instruções”, junto com Viktor Lutze, chefe da S.A.
O titulo do documentário era de inspiração nietzscheana. Foi sugerido a Leni por Hitler em pessoa. Baseava-se no clássico livro do pensador, morto em 1900, e que era admirado por Hitler: o Wille zur Macht (“A Vontade do Poder”). Tratava-se da afirmação literária e filosófica do efeito da força de vontade e da busca do poder pelos homens determinados. As imagens mostradas pelas múltiplas câmeras de Leni eram impressionantes, fascinantes e assustadoras. Milhares de militantes vindos de todas as partes da Alemanha, trajando uniformes impecáveis da SA e da SS, empunhando suas bandeiras e suas insígnias, organizados e enfileirados como autômatos, marchando ao som dos clarins e ao rufar dos tambores marciais, prestavam sua homenagem fanática ao pequeno homem-deus, ao salvador que, depois de desfilar por entre 200 mil partidários em silêncio respeitoso, ascendeu à tribuna imperial do estádio tal como um messias moderno, como se fosse um Moisés trazendo as tábuas sagradas da nova lei. As tomadas de Leni, frenéticas, percorriam tudo. Dos rostos dos milicianos à cruz suástica fixada nas enormes bandeiras que se desprendiam do alto do estádio, dali para um close sobre os taróis. Então, colocada em um elevador atrás do palanque de Hitler, filmava a impressionante caminhada do Führer em meio ao povo fardado e disciplinado. Tratava-se de um épico do movimento nacional-socialista, no qual a massa e seu guia tomavam o poder na Alemanha em meio a um júbilo marcial e patriótico, filmado como se fora uma coreografia megalomaníaca de Richard Wagner