[Economia] Na vigência de taxas de câmbio flexíveis, definidas em mercados…
Na vigência de taxas de câmbio flexíveis, definidas em mercados livres, o equilíbrio no balanço de pagamentos é sempre alcançado, de forma automática?
Não. O que ocorre é uma tendência ao equilíbrio.
se reduziram, mas as exportações também caíram de valor, devido em boa parte à redução das cotações
internacionais de alguns dos nossos principais produtos de exportação. O déficit da balança comercial ocorrido em 1995–1998 só foi revertido em 2001 (ocorrendo superávits substanciais a partir de 2002).
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Aprofundando:
Vejamos: se, num país que tem inicialmente uma
taxa de câmbio de R$1/US$ (por exemplo), ocorre uma redução drástica nas exportações, isso acarretará uma redução na oferta de divisas (moeda estrangeira). A moeda estrangeira terá seu valor aumentado (desvalorização do câmbio), ou seja, para se comprar uma unidade da moeda estrangeira será necessário agora mais moeda nacional (R$1,20/US$, suponhamos). Como consequência, as importações ficam mais caras para a população nacional, enquanto o produto nacional torna-se mais barato para os estrangeiros: as exportações são estimuladas e as importações desestimuladas, o que tende a restabelecer o equilíbrio. O problema é que esse processo não ocorre instantaneamente; o reajuste pode levar vários meses para se tornar efetivo — tudo o mais constante. Além disso, é preciso considerar que, em situações concretas, “tudo o mais” não é constante: as exportações, por exemplo, dependem muito das condições do mercado internacional.