Demógrafos japoneses alertam para a possibilidade de o Japão chegar a apenas cem milhões de habitantes em 2050. É possível afirmar que a atual crise mundial reflete-se em quase todo o crescimento natural no globo terrestre, e o Japão não foge a essa lógica, o que explica a queda da população absoluta japonesa para as próximas décadas?
Demógrafos japoneses alertam para a possibilidade de o Japão chegar a apenas cem milhões de habitantes em 2050.
É possível afirmar que a atual crise mundial reflete-se em quase todo o crescimento natural no globo terrestre, e o Japão não foge a essa lógica, o que explica a queda da população absoluta japonesa para as próximas décadas?
Não!!!!A afirmativa está errada. A crise mundial não é o fator que explica a baixa taxa de fecundidade do Japão ou de qualquer outro lugar. O número populacional do mundo cresce relativamente menos a cada ano que passa e, em algum momento, passará a decrescer. Isso se explica pelo fato de que as mulheres querem ter cada vez menos filhos, o que ocorre com maior frequência em países centrais, como o Japão, que tem taxa de fecundidade de aproximadamente 1,39 filhos por mulher. O nível educacional e de inserção no mercado de trabalho influenciam diretamente nas estatísticas de fecundidade. Lembre-se de que a taxa de reposição populacional é de 2,1 filhos por mulher. Em alguns países em desenvolvimento, também se observa essa tendência de baixa taxa de fecundidade, como no Brasil, onde as estatísticas revelam o nascimento de 1,9 filhos por mulher. Em países menos desenvolvidos da África e da Ásia, é possível encontrar taxas de fecundidade ainda bastante altas, o que acaba compensando, em certa medida, a baixa taxa de outras regiões do planeta. Segundo estimativas da ONU, o planeta terá cerca de 11 bilhões de pessoas em 2100.