Segmentos da indústria de aviões EMBRAER foram deslocados para estados nordestinos em razão do menor custo da mão de obra, o que garantiu a competitividade internacional dessa indústria. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Segmentos da indústria de aviões EMBRAER foram deslocados para estados nordestinos em razão do menor custo da mão de obra, o que garantiu a competitividade internacional dessa indústria.
( ) CERTO ( ) ERRADO
ERRADO!!!!
A Embraer transferiu linhas de produção para a CHINA e não para o Nordeste. A transferência ocorreu justamente por perda na competitividade internacional em função da apreciação cambial dos últimos anos (o Real se valorizou frente ao dólar, tornou-se mais caro exportar, então, ela transferiu a produção para a China, que tem um enorme mercado consumidor em expansão além de ter uma moeda subvalorizada).
OBS: Essa questão é de 2009.logo a justificativa cambial deve ser relativisada, pois nos últimos dois anos o câmbio tem se desvalorizado. Vale também ressaltar que a mão de obra dessa indústria é, em grande parte, especializada. A produção da Embraer é baseada em uma lógica horizontal (globalização) e não vertical fordista.
Ex: Os jatos da Embraer, modelo EMB 170/195, são exemplos dos processos de globalização, pois cada parte da máquina é composta por peças de diferentes companhias localizadas em diferentes partes do mundo. A japonesa Kawasaki e a belga Sonaca são responsáveis pela fabricação das asas. A francesa Latécoère, responsável por duas seções da fuselagem. A espanhola Gamesa é fornecedora da cauda. Dos Estados Unidos, a General Electric fornece as turbinas, a Honeywell, os sistemas aviônicos (equipamentos eletrônicos), a Hamilton Sundstrand, a unidade de controle de força (APU) e os sistemas elétricos e de controle ambiental. A alemã Liebherr fornece o trem de pouso, as rodas e os freios. Coube à Embraer, além da liderança do projeto, toda parte de concepção e de anteprojeto, o desenvolvimento e a fabricação da fuselagem dianteira, parte da fuselagem central e carenagens da junção asa-fuselagem, montagem da asa e, no final, a integração total da aeronave (VASCONCELOS, 2003);