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Padrão de Resposta
A quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e a subseqüente Grande Depressão ocorreram ao mesmo tempo em que as colheitas do café no Brasil batiam recordes, devido às políticas de valorização do produto dos anos 20, que estimularam a expansão da área plantada.
A queda da renda nos países importadores (notadamente, os Estados Unidos) provocou uma diminuição da demanda pelo produto, enquanto sua oferta aumentava. Conseqüentemente, o preço do café caiu bruscamente. Esta queda no preço não foi compensada por um aumento na quantidade vendida do produto, pois o café possui baixa elasticidade-preço, ou seja, uma variação percentual do seu preço provoca uma variação percentual menor da quantidade comercializada. Assim, a produção não encontrava mercado suficiente, os estoques aumentavam, e a espiral de queda nos preços avançava. O resultado era a queda na renda dos produtores nacionais e, por extensão, do país, que era fortemente dependente da exportação do café.
A compra e queima da produção excedente teve o efeito de romper a cadeia de acontecimentos que levavam à queda da renda no país. A eliminação de boa parte do produto diminuiu sua oferta. A diminuição da oferta freou a baixa de preços. A renda dos produtores e do país foi, assim, protegida.