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Padrão de Resposta
A teoria econômica clássica preconiza que, dada uma dotação fixa de recursos, como capital, poupança, mão-de-obra, insumos naturais e tecnologia, uma economia apresentaria um PIB potencial de longo prazo. Dado que preços e salários são flexíveis no longo prazo, o PIB potencial significa uma situação de pleno emprego. Graficamente, portanto, o PIB de longo prazo é representado como uma curva de oferta agregada vertical, perfeitamente inelástica. No curto prazo, no entanto, preços e salários são rígidos (devido a contratos, custos de remarcação de preços e reimpressão de catálogos etc.), o que torna a curva de oferta agregada positivamente inclinada.
Para os clássicos, portanto, políticas expansionistas, como um incremento nos gastos governamentais, não têm poder para alterar o PIB potencial. Só se consegue, com isso, alterar o nível geral de preços (inflação) e o ritmo de crescimento em direção ao PIB potencial (um ano de crescimento acima da média seria em seguida compensado por crescimento econômico abaixo da média). O desenvolvimento de uma nova tecnologia, no entanto, tem a capacidade de alterar o PIB potencial. Analisando-se segundo a teoria clássica, tal inovação deslocaria a curva de PIB potencial/oferta agregada para a direita, significando um aumento na produtividade e na produção, provocando uma queda no nível geral de preços.
A teoria keynesiana, por seu turno, defende que preços e salários são rígidos tanto no curto como no longo prazo. Entretanto, no curto prazo haveria sempre capacidade ociosa a ser explorada, fazendo da curva de oferta agregada uma reta horizontal perfeitamente elástica. Políticas expansionistas teriam, logo, o condão de aumentar a produção geral de uma economia, sem gerar inflação de preços. No longo prazo, a economia aproximar-se-ia do pleno emprego, mas este não é jamais atingido, tornando positivamente inclinada a curva de oferta agregada. Políticas governamentais expansionistas gerariam, pois, no longo prazo, um pouco de inflação, mas acompanhada de aumento do produto.
O desenvolvimento de uma nova tecnologia também traria, segundo a teoria keynesiana, resultados benéficos ao conjunto da economia. O choque positivo de oferta possibilitado pela nova tecnologia provocaria, tanto no curto prazo como no longo prazo, o deslocamento para baixo da curva de oferta agregada, aumentando a produção e ensejando uma redução no nível de preços.