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Padrão de Resposta
a) Considerando que o investidor possui 200 unidades monetárias (u.m.) do país A e que a taxa de juros nesse país é de 20% ao ano (a.a.), caso ele invista todo o seu dinheiro nesse país, sua quantidade de u.m. após um ano será: 200 x 1,2 = 240 unidades monetárias.
b) Caso o mesmo investidor do exercício anterior decida investir seu dinheiro todo no país B, ele deverá, em primeiro lugar, trocar suas unidades monetárias do país A por unidades monetárias do país B à taxa de câmbio praticada no mercado. Considerando-se que são necessárias duas unidades monetárias de A para comprar uma de B, qual seja, que a taxa de câmbio de unidades monetárias de A em relação às de B é igual a 2 (2 Au.m./Bu.m.), e que o investidor possui 200 u.m. de A, deduz-se que ele possui 100 u.m. de B, após a conversão, disponíveis para aplicar no país B. Dado que a taxa de juros do país B é igual a 0% a.a., caso o investidor aplique seu dinheiro (100 u.m. de B) nesse país pelo prazo de um ano, no final desse período ele terá a mesma quantidade de unidades monetárias de B, qual seja, 100. Percebe-se, portanto, que, em comparação com o investimento no país A, o investimento no país B apresenta menor atratividade – o que fica evidente já na análise das taxas de juros – do que no país A, considerando-se uma expectativa de que a taxa de câmbio permaneça constante nesse período de um ano.
c) Considerando dadas as taxas de juros em A (20%) e B (0%), e o fato de que o investidor possui 200 u.m. de A disponíveis, para que ele fique indiferente entre aplicar o dinheiro em A e B, o que deve ocorrer é um movimento da taxa de câmbio, no período de um ano, que compense o diferencial de juros entre os dois países. Assim, seria preciso que ocorresse uma desvalorização de 20% na taxa de câmbio de Au.m./Bu.m. entre o momento em que o investidor coloca seu dinheiro no país B e o momento em que ele o retira e transforma em u.m. de A novamente, ou seja, deve haver uma taxa de câmbio esperada diferente.
O resultado do investimento de 200 u.m. de A a juros de 20% a.a. seriam 240 u.m. de A. Para que se obtenha o mesmo resultado investindo no país B, considerando um câmbio inicial de 2 Au.m./Bu.m. (o que transforma 200 u.m. de A em 100 u.m. de B), é preciso que, ao final de um ano, a taxa de câmbio torne-se 2,40 Au.m./Bu.m. (de modo que 100 u.m. de B tornem-se equivalentes a 240 u.m. de A). Dessa forma, uma desvalorização de 20% na taxa de câmbio Au.m./Bu.m. no período de um ano tornaria o investidor indiferente entre aplicar suas 200 u.m. de A no país A ou no país B.
Nota-se, portanto, que seria necessária uma mudança na taxa de câmbio no período de um ano que iguale o diferencial de taxas de juros entre os países, sob a hipótese de um risco equivalente entre ambos os países. Como a diferença entre as taxas de juros era de 20%, seria necessária uma desvalorização de 20% no câmbio Au.m./Bu.m. para atingir a indiferença entre as aplicações.