CACD

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ECONOMIA 2015
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Questão q73 de 2015

Tempo: 00:00

Acerca da economia brasileira na última década de 80, julgue (C ou E) os itens subsequentes.

  1. A moratória do México, decretada em 1982, favoreceu a economia brasileira, uma vez que o sistema financeiro internacional direcionou para o Brasil as linhas antes destinadas àquele país, o que incluiu a obtenção de recursos do FMI, escalonados em quatro parcelas, duas desembolsadas imediatamente e outras duas liberadas após o governo brasileiro assumir compromissos com uma política econômica austera, de redução do déficit público, eliminação de subsídios e desvalorização do câmbio para incentivar exportações, o que impediu que acontecesse no Brasil o que havia ocorrido com o México.

  2. O Plano Cruzado foi um plano heterodoxo adotado no governo de José Sarney com vistas ao combate da inflação por meio do crescimento do mercado interno; o Plano Bresser, por sua vez, centrou-se na aproximação com o FMI e na efetivação de duas desvalorizações do cruzado para estimular as exportações e realinhar os preços relativos, enquanto que o Plano Arroz com Feijão, de Mailson da Nóbrega, foi um plano heterodoxo que reduziu os juros para permitir maior consumo pela população, uma vez que a inflação estava controlada quando de sua adoção.

  3. O debate econômico da primeira metade da década de 80 resgatou uma interpretação estruturalista da inflação brasileira, especialmente quanto ao aspecto inercial da inflação, o que levou à tendência de adoção de estratégias mais defensivas para se antecipar à perda futura do poder de compra, com ajuste de preços não somente pela inflação passada.

  4. Os problemas econômicos enfrentados no governo de João Figueiredo não estavam ligados à crise que vivia a economia internacional da época, como os decorrentes da Revolução Islâmica ocorrida no Irã em 1979, mesmo porque os países exportadores de matérias-primas e alimentos, como o Brasil, viviam um período de aumento de receitas; esses problemas estavam associados à incapacidade de absorção do capital excedente não absorvido pela economia norte-americana.