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Padrão de Resposta
O lucro econômico difere do lucro contábil uma vez que o conceito leva em consideração o custo de oportunidade dos fatores de produção. O custo de oportunidade é a consequência da escolha, por um agente econômico, do uso de cada fator. Dessa forma, quando um proprietário de terras escolhe produzir em sua posse, ele arca com o custo de oportunidade de, por exemplo, não alugar suas terras, não ganhando o valor que viria dessa operação. O mesmo raciocínio aplica-se sobre os outros fatores, por exemplo: a utilização do capital para investimento produtivo impede seu uso para a especulação; a decisão de vender a mão de obra para uma firma impede a realização de outras ações, como o estudo; a decisão de utilizar a capacidade empresarial em um empreendimento impede a atuação em outras atividades. Dessa forma, pode-se definir o custo de oportunidade como o benefício não recebido de outras escolhas econômicas não realizadas.
Na análise dos custos, a distinção entre o curto prazo e o longo prazo é que, no primeiro, pelo menos um dos custos é fixo, enquanto, no segundo, todos os custos são variáveis. Dessa maneira, no longo prazo, as firmas podem escolher o tamanho em que vão operar, com liberdade. Por meio da análise gráfica, percebe-se que a curva de custo médio no longo prazo é composta pela linha tangente aos pontos de custo médio mínimo das infinitas curvas de custo médio de curto prazo. A produção eficiente da firma no longo prazo ocorre no ponto de custo médio mínimo, que coincide com o ponto de custo médio mínimo da curva de curto prazo que o tangencia. Por fim, pode-se falar, no longo prazo, na possibilidade de ocorrência de economias de escala, uma vez que todos os fatores de produção são variáveis.
Uma empresa continua produzindo, em caso de prejuízo, caso o preço da sua produção, ao menos, seja igual ao custo variável. Caso o preço supere os custos variáveis, ainda que não o suficiente para arcar com os custos fixos, há incentivo à produção, uma vez que ela reduz o prejuízo que teria caso não produzisse. Isso ocorre pois, mesmo sem atividade, a firma necessita arcar com os custos fixos. Dessa forma, pode-se resumir: quando o preço é maior que o custo variável, há produção mesmo que inferior ao custo fixo, para minimizar perdas; quando o preço é menor que o custo variável, não há produção para não aumentar o prejuízo; quando o preço é igual ao custo variável, a empresa é indiferente entre produzir ou não.