Comente as possibilidades de integração sul-americana sob o ponto de vista das fontes
e sistemas de geração de energia, apontando as relações já existentes nesse campo.
Comente as possibilidades de integração sul-americana sob o ponto de vista das fontes
e sistemas de geração de energia, apontando as relações já existentes nesse campo.
A integração sul-americana é projeto antigo. Remonta ao ideal latino-americano de
Bolívar (hoje inviabilizado pela sombras dos EUA na América Central) e também aos
projetos de longo prazo do Barão do Rio Branco. Infelizmente, refletindo a dura herança
colonial, os países da região demoraram longas décadas para se convencerem dos benefícios
de maior integração. Estavam ocupados na administração de suas relações subordinadas aos
países ricos do Norte. Hoje, sob coordenação brasileira (o que difere de liderança e/ou
hegemonia), os estudos e projetos para integração setorial se multiplicam, cabendo especial
destaque às questões energéticas. Segue breve análise:
a) Hidreletricidade: o potencial da Bacia do Paraná está praticamente esgotado. Destaca-se
o projeto binacional (Brasil-Paraguai) de Itaipu. Sabe-se que a Bacia Amazônica tem vasto
potencial, mas o impacto ambiental do represamento das águas e a grande distância com
relação a centros consumidores tornam difícil a consecução de maiores projetos. O Brasil já
importa energia elétrica da Venezuela e há idéias para aumentar a integração da região, bem
como um aumento do intercâmbio com a Argentina. Limpa, renovável e de baixo custo
operacional, a hidreletricidade é sempre bem vinda quando atende aos requisitos ambientais
e sócio-econômicos.
b) Petróleo: apesar de caro, poluente e finito, o petróleo continuará por período razoável a
abastecer parcela substancial da demanda energética sul-americana. A Argentina e a
Venezuela são grandes exportadores do óleo. O Brasil tornar-se-á auto-suficiente em menos
de dois anos. Haverá, portanto, capacidade produtiva suficiente para atender à demanda
regional.
c) Gás natural: é o meio em que se pode prever maior integração. Há reservas para cerca de
70 anos na Bolívia, reservas na região (também petrolífera) da Patagônia e, recentemente
descobertas, reservas de amplitude incerta (a serem mensuradas) no Brasil. O projeto
brasileiro de diversificação da matriz energética com a produção termoelétrica assegura
demanda suficiente para um notável crescimento das trocas. O gasoduto Bolívia-Brasil já é
fato que comprova as possibilidades de sucesso do empreendimento. Cabe ressaltar, no
entanto, o caráter poluente das termoelétricas (emissões de SO2 e CO2), seu alto custo por
unidade energética produzida e os inconvenientes da denominação em dólar do preço do gás
natural.
d) Energia nuclear: são muitas as restrições da sociedade civil e mesmo de setores do
aparelho de estado à ampliação da capacidade geradora de energia nuclear. O custo é alto,
os riscos ambientais e humanos são terríveis e há o problema dos resíduos tóxicos. No
entanto, é alternativa analisada pelo Brasil, embora dificilmente se terá integração nessa
área que não seja eminentemente técnica. Cabe apontar que o Brasil possui reservas de
urânio e plutônio.
e) Biomassa: trata-se de projeto essencial para os países tropicais do mundo, especialmente
o Brasil. A finitude dos recursos minerais e seus impactos no meio ambiente criam uma
enorme demanda potencial para a biomassa no médio e longo prazos. O Brasil, além de
ensolarado por todo o ano, possui terras disponíveis e gente disposta a nelas trabalhar para
atender à enorme demanda mundial que, possivelmente será observada. A experiência
anterior do álcool nos permite corrigir defeitos estratégicos e de implementação. A demanda
ainda é incipiente (talvez a Alemanha e outros países ricos), havendo tempo para que se
encontrem formas de baixar o custo de produção, maior empecilho à difusão da biomassa
como combustível energético. Outros países da América do Sul também teriam condições de
produzir biomassa, desde que a eles seja repassada (vendida?) a tecnologia.
A integração sul-americana é projeto antigo. Remonta ao ideal latino-americano de
Bolívar (hoje inviabilizado pela sombras dos EUA na América Central) e também aos
projetos de longo prazo do Barão do Rio Branco. Infelizmente, refletindo a dura herança
colonial, os países da região demoraram longas décadas para se convencerem dos benefícios
de maior integração. Estavam ocupados na administração de suas relações subordinadas aos
países ricos do Norte. Hoje, sob coordenação brasileira (o que difere de liderança e/ou
hegemonia), os estudos e projetos para integração setorial se multiplicam, cabendo especial
destaque às questões energéticas. Segue breve análise:
a) Hidreletricidade: o potencial da Bacia do Paraná está praticamente esgotado. Destaca-se
o projeto binacional (Brasil-Paraguai) de Itaipu. Sabe-se que a Bacia Amazônica tem vasto
potencial, mas o impacto ambiental do represamento das águas e a grande distância com
relação a centros consumidores tornam difícil a consecução de maiores projetos. O Brasil já
importa energia elétrica da Venezuela e há idéias para aumentar a integração da região, bem
como um aumento do intercâmbio com a Argentina. Limpa, renovável e de baixo custo
operacional, a hidreletricidade é sempre bem vinda quando atende aos requisitos ambientais
e sócio-econômicos.
b) Petróleo: apesar de caro, poluente e finito, o petróleo continuará por período razoável a
abastecer parcela substancial da demanda energética sul-americana. A Argentina e a
Venezuela são grandes exportadores do óleo. O Brasil tornar-se-á auto-suficiente em menos
de dois anos. Haverá, portanto, capacidade produtiva suficiente para atender à demanda
regional.
c) Gás natural: é o meio em que se pode prever maior integração. Há reservas para cerca de
70 anos na Bolívia, reservas na região (também petrolífera) da Patagônia e, recentemente
descobertas, reservas de amplitude incerta (a serem mensuradas) no Brasil. O projeto
brasileiro de diversificação da matriz energética com a produção termoelétrica assegura
demanda suficiente para um notável crescimento das trocas. O gasoduto Bolívia-Brasil já é
fato que comprova as possibilidades de sucesso do empreendimento. Cabe ressaltar, no
entanto, o caráter poluente das termoelétricas (emissões de SO2 e CO2), seu alto custo por
unidade energética produzida e os inconvenientes da denominação em dólar do preço do gás
natural.
d) Energia nuclear: são muitas as restrições da sociedade civil e mesmo de setores do
aparelho de estado à ampliação da capacidade geradora de energia nuclear. O custo é alto,
os riscos ambientais e humanos são terríveis e há o problema dos resíduos tóxicos. No
entanto, é alternativa analisada pelo Brasil, embora dificilmente se terá integração nessa
área que não seja eminentemente técnica. Cabe apontar que o Brasil possui reservas de
urânio e plutônio.
e) Biomassa: trata-se de projeto essencial para os países tropicais do mundo, especialmente
o Brasil. A finitude dos recursos minerais e seus impactos no meio ambiente criam uma
enorme demanda potencial para a biomassa no médio e longo prazos. O Brasil, além de
ensolarado por todo o ano, possui terras disponíveis e gente disposta a nelas trabalhar para
atender à enorme demanda mundial que, possivelmente será observada. A experiência
anterior do álcool nos permite corrigir defeitos estratégicos e de implementação. A demanda
ainda é incipiente (talvez a Alemanha e outros países ricos), havendo tempo para que se
encontrem formas de baixar o custo de produção, maior empecilho à difusão da biomassa
como combustível energético. Outros países da América do Sul também teriam condições de
produzir biomassa, desde que a eles seja repassada (vendida?) a tecnologia.