Disserte a respeito da afirmação a seguir:
“A pujança do agronegócio brasileiro explica-se pela combinação de algumas
“vantagens comparativas” e outras “competitivas”.
Disserte a respeito da afirmação a seguir:
“A pujança do agronegócio brasileiro explica-se pela combinação de algumas
“vantagens comparativas” e outras “competitivas”.
O agronegócio tem-se mostrado uma das atividades mais dinâmicas da economia
nacional nas últimas décadas. Trata -se de manchas no território nas quais se observa uma
agricultura de precisão, com ampla relação com a indústria (Milton Santos). Caracteriza-se,
por um lado, pelo consumo de insumos industriais: máquinas, tratores, fertilizantes,
pesticidas, etc; e, por outro, pelo fornecimento de matérias-primas para serem processadas
pela indústria: o suco de laranja, o álcool da cana-de-açúcar, o farelo de soja, etc.
Segundo David Ricardo, economista inglês da esco la liberal, as vantagens
comparativas podem ser divididas, grosso modo, em três fatores de produção: terra, capital e
trabalho. Sendo assim, a pujança do agronegGóciGUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA
VERSÃO 15/02/2005 40
o brasileiro explica-se pelo uso desses três
fatores de produção pelos produtores nacionais. O capital advém da expansão do capital
monopolista das indústrias no campo (a “territorialização do capital”, de acordo com Milton
Santos). A mão-de-obra e a terra são vantagens comparativas existentes no Brasil desde o
meio natural (vale ressaltar que a mão-de-obra consubstanciou -se, em um primeiro momento,
no trabalho escravo, em seguida, no trabalho dos imigrantes e, por fim, nos fluxos migrantes
internos oriundos da mecanização do campo).
As vantagens competitivas do agronegócio estão ligadas à economia globalizada e à
inserção de espaços nacionais na lógica de produção do capitalismo global. Nesse contexto,
a tecnificação e a cientifização dão origem a uma agricultura de precisão em certas manchas
do território nacional. Valendo -se mais uma vez dos conceitos do professor Milton Santos,
podemos observar como vantagens competitivas a implementação de sistemas de engenharia
(ou infra -estrutura) que dão mais fluidez aos fluxos sobre os fixos instalados no território.
Por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de engenharia e, conseqüentemente, das redes
nacionais, busca -se vencer as rugosidades do território como uma forma de impulsionar a
competitividade do agronegócio nacional. Dessa forma, tem-se a importância dos corredores
de exportação para a atividade agroindustrial. A tentativa de escoar a produção para o
mercado global por meio de sistema de transporte intermodal constitui outra vantagem
competitiva para o agronegócio brasileiro.
Convém lembrar que a pujança do agronegócio não é observada de modo homogêneo
sobre o território nacional. Ao contrário, ainda se observa a coexistência de velhas formas de
produção – “plantation”, “roça” e agricultura rudimentar de base familiar – com novos e
modernos “belts” e “fronts” de produção agrícola. A existência de uma agricultura
mecanizada de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto em São Paulo, e de um “front”
de soja no Centro-Oeste, em Rondônia e em partes do Piauí, Maranhão e Bahia e a cultura
tecnificada da produção de laranja no estado de São Paulo para a produção de suco de
laranja, em detrimento do consumo “in -natura” da fruta, contrasta com a produção
extensiva de cana em certas áreas do nordeste e com o cultivo de culturas tradicionais, como,
por exemplo, o feijão, a mandioca e, em parte, o milho, ao longo dos principais eixos de
penetração do território nacional.
O agronegócio tem-se mostrado uma das atividades mais dinâmicas da economia
nacional nas últimas décadas. Trata -se de manchas no território nas quais se observa uma
agricultura de precisão, com ampla relação com a indústria (Milton Santos). Caracteriza-se,
por um lado, pelo consumo de insumos industriais: máquinas, tratores, fertilizantes,
pesticidas, etc; e, por outro, pelo fornecimento de matérias-primas para serem processadas
pela indústria: o suco de laranja, o álcool da cana-de-açúcar, o farelo de soja, etc.
Segundo David Ricardo, economista inglês da esco la liberal, as vantagens
comparativas podem ser divididas, grosso modo, em três fatores de produção: terra, capital e
trabalho. Sendo assim, a pujança do agronegGóciGUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA
VERSÃO 15/02/2005 40
o brasileiro explica-se pelo uso desses três
fatores de produção pelos produtores nacionais. O capital advém da expansão do capital
monopolista das indústrias no campo (a “territorialização do capital”, de acordo com Milton
Santos). A mão-de-obra e a terra são vantagens comparativas existentes no Brasil desde o
meio natural (vale ressaltar que a mão-de-obra consubstanciou -se, em um primeiro momento,
no trabalho escravo, em seguida, no trabalho dos imigrantes e, por fim, nos fluxos migrantes
internos oriundos da mecanização do campo).
As vantagens competitivas do agronegócio estão ligadas à economia globalizada e à
inserção de espaços nacionais na lógica de produção do capitalismo global. Nesse contexto,
a tecnificação e a cientifização dão origem a uma agricultura de precisão em certas manchas
do território nacional. Valendo -se mais uma vez dos conceitos do professor Milton Santos,
podemos observar como vantagens competitivas a implementação de sistemas de engenharia
(ou infra -estrutura) que dão mais fluidez aos fluxos sobre os fixos instalados no território.
Por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de engenharia e, conseqüentemente, das redes
nacionais, busca -se vencer as rugosidades do território como uma forma de impulsionar a
competitividade do agronegócio nacional. Dessa forma, tem-se a importância dos corredores
de exportação para a atividade agroindustrial. A tentativa de escoar a produção para o
mercado global por meio de sistema de transporte intermodal constitui outra vantagem
competitiva para o agronegócio brasileiro.
Convém lembrar que a pujança do agronegócio não é observada de modo homogêneo
sobre o território nacional. Ao contrário, ainda se observa a coexistência de velhas formas de
produção – “plantation”, “roça” e agricultura rudimentar de base familiar – com novos e
modernos “belts” e “fronts” de produção agrícola. A existência de uma agricultura
mecanizada de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto em São Paulo, e de um “front”
de soja no Centro-Oeste, em Rondônia e em partes do Piauí, Maranhão e Bahia e a cultura
tecnificada da produção de laranja no estado de São Paulo para a produção de suco de
laranja, em detrimento do consumo “in -natura” da fruta, contrasta com a produção
extensiva de cana em certas áreas do nordeste e com o cultivo de culturas tradicionais, como,
por exemplo, o feijão, a mandioca e, em parte, o milho, ao longo dos principais eixos de
penetração do território nacional.