Relacione a divisão climática do Brasil com as formações vegetais presentes no
território nacional e avalie suas condições de conservação na atualidade.
Relacione a divisão climática do Brasil com as formações vegetais presentes no
território nacional e avalie suas condições de conservação na atualidade.
As formações vegetais originalmente presentes no território brasileiro variavam de
acordo com as características climáticas e orográficas de cada região do país. Grande parte
dos principais biomas originais, entretanto, encontra-se em avançado grau de destruição
decorrente de fatores antrópicos. O processo de ocupação do Brasil passa por uma história
de seguidas incursões exploratórias que obedeceram lógica predatória de apropriação de
recursos naturais. Desde a colonização, a extração de pau-brasil e o plantio de cana-deaçúcar, por exemplo, levaram à destruição de parte significativa da Mata Atlântica. A mesma
lógica predatória organizou o plantio da soja que recentemente degradou os cerrados.
A partir da região sul, onde predomina o clima subtropical, o território era originalmente
coberto por campos, na região dos Pampas gaúchos, e por Mata de Araucárias. Esta últimas
foram totalmente destruídas e apenas existem em poucos parques. Os campos encontram-se
em avançado estado de degradação dos solos por erosão resultante de práticas de
agropecuária extensiva.
A região conhecida como domínio dos mares de morros florestados, que se estende
desde o sudeste até o nordeste, nas proximidades da costa, tem clima predominantemente
tropical úmido, com ocorrência de tropical de altitude no sudeste, principalmente no estado
de São Paulo. Esta região era coberta por Mata Atlântica, cobertura vegetal que primeiro
sofreu a ação humana e hoje guarda menos de 20% de sua extensão original.
O centro-oeste do país, onde o clima predominante apresenta duas estações bem
marcadas – uma de chuvas e outra de seca – apresenta duas formações vegetais principais.
Na região de maior densidade hidrográfica, fica o Pantanal, área de transição com
vegetação muito diversificada. Ao lado dessa formação, estão os cerrados, cuja vegetação
original pode ser caracterizada como uma “floresta de cabeça para baixo”. Devido à
adaptação ao solo, as plantas da região têm longas raízes. O centro-oeste é, nos dizeres de
Milton Santos, o local onde o meio técnico-científico-informacional se implantou diretamente
sobre o meio natural. A formação vegetal vem sendo substituída por modernas plantações de
grãos em larga escala, notadamente culturas de soja, possíveis graças à correção do solo e
ao desenvolvimento de sementes mais adaptadas pela Embrapa. A região antes preservada
por não se acreditar na possibilidade de desenvolver agricultura em solos tão ácidos, hoje
também sofre degradação.
Ao norte, onde predomina o clima equatorial, o território é coberto pela Floresta
Amazônica. Homogênea apenas na aparência, a Amazônia é coberta pela hiléia em terras
mais altas, por matas de várzeas em áreas semi-inundáveis e por igapós em áreas
constantemente inundadas. Há, ainda, presença de cerrados na região. Apesar de tentativas
de conter a devastação, a Amazônia está encolhendo, principalmente em suas franjas
meridionais (hoje conhecida como “arco da devastação”) e na área da Amazônia Oriental
onde predominam grandes projetos mineradores. Obras de integração infra-estrutural em
curso, como o asfaltamento da BR 163 e a construção de um gasoduto até a região de Tefé,
por exemplo, devem intensificar a tendência à devastação da floresta.
A região nordeste do país, além da área originalmente coberta pela Mata Atlântica,
apresenta uma área interior caracterizada pelo clima semi-árido e coberta com pobre
cobertura vegetal dada a pobreza dos solos e quase inexistente irrigação. A área é ocupada
tradicionalmente por pecuária extensiva de baixa produtividade. Entre o sertão semi-árido e
a região da Mata Atlântica, o nordeste ainda conta com vegetação de transição conhecida
como Mata dos Cocais.Predominantemente formada por palmáceas como babaçu e
carnaúba, a área sofre com o extrativismo predatório.
As formações vegetais originalmente presentes no território brasileiro variavam de
acordo com as características climáticas e orográficas de cada região do país. Grande parte
dos principais biomas originais, entretanto, encontra-se em avançado grau de destruição
decorrente de fatores antrópicos. O processo de ocupação do Brasil passa por uma história
de seguidas incursões exploratórias que obedeceram lógica predatória de apropriação de
recursos naturais. Desde a colonização, a extração de pau-brasil e o plantio de cana-deaçúcar, por exemplo, levaram à destruição de parte significativa da Mata Atlântica. A mesma
lógica predatória organizou o plantio da soja que recentemente degradou os cerrados.
A partir da região sul, onde predomina o clima subtropical, o território era originalmente
coberto por campos, na região dos Pampas gaúchos, e por Mata de Araucárias. Esta últimas
foram totalmente destruídas e apenas existem em poucos parques. Os campos encontram-se
em avançado estado de degradação dos solos por erosão resultante de práticas de
agropecuária extensiva.
A região conhecida como domínio dos mares de morros florestados, que se estende
desde o sudeste até o nordeste, nas proximidades da costa, tem clima predominantemente
tropical úmido, com ocorrência de tropical de altitude no sudeste, principalmente no estado
de São Paulo. Esta região era coberta por Mata Atlântica, cobertura vegetal que primeiro
sofreu a ação humana e hoje guarda menos de 20% de sua extensão original.
O centro-oeste do país, onde o clima predominante apresenta duas estações bem
marcadas – uma de chuvas e outra de seca – apresenta duas formações vegetais principais.
Na região de maior densidade hidrográfica, fica o Pantanal, área de transição com
vegetação muito diversificada. Ao lado dessa formação, estão os cerrados, cuja vegetação
original pode ser caracterizada como uma “floresta de cabeça para baixo”. Devido à
adaptação ao solo, as plantas da região têm longas raízes. O centro-oeste é, nos dizeres de
Milton Santos, o local onde o meio técnico-científico-informacional se implantou diretamente
sobre o meio natural. A formação vegetal vem sendo substituída por modernas plantações de
grãos em larga escala, notadamente culturas de soja, possíveis graças à correção do solo e
ao desenvolvimento de sementes mais adaptadas pela Embrapa. A região antes preservada
por não se acreditar na possibilidade de desenvolver agricultura em solos tão ácidos, hoje
também sofre degradação.
Ao norte, onde predomina o clima equatorial, o território é coberto pela Floresta
Amazônica. Homogênea apenas na aparência, a Amazônia é coberta pela hiléia em terras
mais altas, por matas de várzeas em áreas semi-inundáveis e por igapós em áreas
constantemente inundadas. Há, ainda, presença de cerrados na região. Apesar de tentativas
de conter a devastação, a Amazônia está encolhendo, principalmente em suas franjas
meridionais (hoje conhecida como “arco da devastação”) e na área da Amazônia Oriental
onde predominam grandes projetos mineradores. Obras de integração infra-estrutural em
curso, como o asfaltamento da BR 163 e a construção de um gasoduto até a região de Tefé,
por exemplo, devem intensificar a tendência à devastação da floresta.
A região nordeste do país, além da área originalmente coberta pela Mata Atlântica,
apresenta uma área interior caracterizada pelo clima semi-árido e coberta com pobre
cobertura vegetal dada a pobreza dos solos e quase inexistente irrigação. A área é ocupada
tradicionalmente por pecuária extensiva de baixa produtividade. Entre o sertão semi-árido e
a região da Mata Atlântica, o nordeste ainda conta com vegetação de transição conhecida
como Mata dos Cocais.Predominantemente formada por palmáceas como babaçu e
carnaúba, a área sofre com o extrativismo predatório.