A Região Nordeste do Brasil apresentou na última década algumas áreas de grande
dinamismo econômico. Enumere e localize as atividades responsáveis por essa dinâmica e
comente os fatores que explicam tal crescimento das economias locais.
A Região Nordeste do Brasil apresentou na última década algumas áreas de grande
dinamismo econômico. Enumere e localize as atividades responsáveis por essa dinâmica e
comente os fatores que explicam tal crescimento das economias locais.
No final da década de 50, o baixo dinamismo econômico da região nordeste levou o
governo a implementar a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) com
o objetivo de incentivar a industrialização da região. A SUDENE, por intermédio do Fundo
de Investimentos do Nordeste (FINOR), administrado pelo Banco do Nordeste do Brasil
(BNB), financiou projetos industriais baseados no modelo de Pólos de Desenvolvimento, pelo
qual se acreditava que o desenvolvimento regional decorreria da expansão da renda e da
tecnologia implantada pelo grande empreendimento.
Assim, surgiram os pólos petroquímicos de Camaçari, no Recôncavo Baiano, os
distritos industriais dos arredores de Recife e a indústria de extração de salgema, em
Alagoas, por exemplo.
O desenvolvimento proposto pela SUDENE foi baseado no Modelo de Substituição de
Importações, na moldura da unificação e proteção do mercado interno. Com o esgotamento
desse modelo, no final dos anos 80, o FINOR deixou de dar prioridade às grandes indústrias
e passou a financiar outras atividades como a agricultura, a irrigação, a infra-estrutura e o
turismo. Nesse sentido, receberam recursos projetos de irrigação no semi-árido; projetos na
área de infra-estrutura, como a Refinaria do Nordeste (Renor) e a Ferrovia Transnordestina;
o asfaltamento de rodovias, como a linha verde; empreendimentos na área de saneamento
básico e abastecimento; hotéis e estabelecimentos de turismo.
A partir da década de 90, os governos estaduais passaram a incentivar fortemente os
empreendimentos voltados à exportação iniciando um movimento de deslocamento do foco da
economia nordestina para a lógica global. Assim, no Ceará surgiu o pólo têxtil aproveitandose da matéria-prima regional (o algodão de fibra-longa), do baixo custo da mão-de-obra e do
modelo de trabalho em cooperativas, em seguida incorporado por outros estados do
Nordeste. A construção do porto de Pecém também dinamizou a atividade da indústria de
transformação no seu entorno. Além disso, o Ceará e o Rio Grande do Norte são os dois
principais pólos de carcinicultura do Brasil, exportando camarões para vários lugares do
mundo, em especial para os EUA.
No Rio Grande do Norte, a agricultura irrigada do Vale do Rio Açu, ou Piranhas,
atraiu empresas como a MAISA, que dinamizou a fruticultura da região.
Na divisa entre Bahia e Pernambuco, no médio vale do Rio São Francisco, a
irrigação da região de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), com águas da barragem de
Sobradinho, configurou importante pólo exportador de frutas, como mamão, melão, manga,
uva e abacaxi. Vale lembrar que a EMBRAPA tem papel destacado nesses empreendimentos
por intermédio do desenvolvimento de variedades de plantas adaptadas ao semi-árido.
A soja, maior produto agrícola de exportação nacional, também se desenvolve
modernamente no sertão do Oeste da Bahia, polarizado por Barreiras, no sudoeste do Piauí e
no sul do Maranhão. O escoamento da produção utiliza os sistemas da BR-153, da ferrovia
Carajás e do Porto de Itaqui, no Maranhão. A força da soja no semi-árido cria novas
cidades, como a de Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, e dinamiza a economia regional.
No Maranhão, o Projeto Grande Carajás resultou na construção de grandes empresas
de transformação, como a Alumar, e do porto de Itaqui, de calado profundo (21 metros), que
junto com Tubarão, no Espírito Santo, são os dois maiores portos graneleiros do país.
No Nordeste, o turismo também se destaca como atividade dinâmica. Vários resorts e
hotéis aproveitam o sol e o calor constante do litoral nordestino. Citam-se, como exemplo,
Ilhéus, Porto Seguro e Sauípe, na Bahia; Maragogi em Alagoas e Porto de Galinhas e
Fernando de Noronha em Pernambuco.
Por fim, vale lembrar que em 2001 deflagrou-se a reforma institucional da SUDENE,
que se transformou em Agência de Desenvolvimento do Nordeste. Com a reforma, por um
lado, o órgão tornou-se mais flexível e capacitado para estabelecer parcerias com empresas
privadas e agências internacionais de financiamentos, e por outro, os governadores dos
estados perderam o poder dominante que mantinham no interior do órgão federal.
No final da década de 50, o baixo dinamismo econômico da região nordeste levou o
governo a implementar a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) com
o objetivo de incentivar a industrialização da região. A SUDENE, por intermédio do Fundo
de Investimentos do Nordeste (FINOR), administrado pelo Banco do Nordeste do Brasil
(BNB), financiou projetos industriais baseados no modelo de Pólos de Desenvolvimento, pelo
qual se acreditava que o desenvolvimento regional decorreria da expansão da renda e da
tecnologia implantada pelo grande empreendimento.
Assim, surgiram os pólos petroquímicos de Camaçari, no Recôncavo Baiano, os
distritos industriais dos arredores de Recife e a indústria de extração de salgema, em
Alagoas, por exemplo.
O desenvolvimento proposto pela SUDENE foi baseado no Modelo de Substituição de
Importações, na moldura da unificação e proteção do mercado interno. Com o esgotamento
desse modelo, no final dos anos 80, o FINOR deixou de dar prioridade às grandes indústrias
e passou a financiar outras atividades como a agricultura, a irrigação, a infra-estrutura e o
turismo. Nesse sentido, receberam recursos projetos de irrigação no semi-árido; projetos na
área de infra-estrutura, como a Refinaria do Nordeste (Renor) e a Ferrovia Transnordestina;
o asfaltamento de rodovias, como a linha verde; empreendimentos na área de saneamento
básico e abastecimento; hotéis e estabelecimentos de turismo.
A partir da década de 90, os governos estaduais passaram a incentivar fortemente os
empreendimentos voltados à exportação iniciando um movimento de deslocamento do foco da
economia nordestina para a lógica global. Assim, no Ceará surgiu o pólo têxtil aproveitandose da matéria-prima regional (o algodão de fibra-longa), do baixo custo da mão-de-obra e do
modelo de trabalho em cooperativas, em seguida incorporado por outros estados do
Nordeste. A construção do porto de Pecém também dinamizou a atividade da indústria de
transformação no seu entorno. Além disso, o Ceará e o Rio Grande do Norte são os dois
principais pólos de carcinicultura do Brasil, exportando camarões para vários lugares do
mundo, em especial para os EUA.
No Rio Grande do Norte, a agricultura irrigada do Vale do Rio Açu, ou Piranhas,
atraiu empresas como a MAISA, que dinamizou a fruticultura da região.
Na divisa entre Bahia e Pernambuco, no médio vale do Rio São Francisco, a
irrigação da região de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), com águas da barragem de
Sobradinho, configurou importante pólo exportador de frutas, como mamão, melão, manga,
uva e abacaxi. Vale lembrar que a EMBRAPA tem papel destacado nesses empreendimentos
por intermédio do desenvolvimento de variedades de plantas adaptadas ao semi-árido.
A soja, maior produto agrícola de exportação nacional, também se desenvolve
modernamente no sertão do Oeste da Bahia, polarizado por Barreiras, no sudoeste do Piauí e
no sul do Maranhão. O escoamento da produção utiliza os sistemas da BR-153, da ferrovia
Carajás e do Porto de Itaqui, no Maranhão. A força da soja no semi-árido cria novas
cidades, como a de Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, e dinamiza a economia regional.
No Maranhão, o Projeto Grande Carajás resultou na construção de grandes empresas
de transformação, como a Alumar, e do porto de Itaqui, de calado profundo (21 metros), que
junto com Tubarão, no Espírito Santo, são os dois maiores portos graneleiros do país.
No Nordeste, o turismo também se destaca como atividade dinâmica. Vários resorts e
hotéis aproveitam o sol e o calor constante do litoral nordestino. Citam-se, como exemplo,
Ilhéus, Porto Seguro e Sauípe, na Bahia; Maragogi em Alagoas e Porto de Galinhas e
Fernando de Noronha em Pernambuco.
Por fim, vale lembrar que em 2001 deflagrou-se a reforma institucional da SUDENE,
que se transformou em Agência de Desenvolvimento do Nordeste. Com a reforma, por um
lado, o órgão tornou-se mais flexível e capacitado para estabelecer parcerias com empresas
privadas e agências internacionais de financiamentos, e por outro, os governadores dos
estados perderam o poder dominante que mantinham no interior do órgão federal.