Foi a partir da realização da Conferência Eco 92, da qual resultou o Tratado de Quioto (em 1997), que a busca por energia menos poluente e renovável tornou-se uma prioridade em alguns países, como a China e o Japão, que passaram a adicionar álcool (etanol anidro) à gasolina, na busca de diminuir o uso do petróleo e a emissão de monóxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. A partir daí, iniciou-se uma fase de preocupação mundial pela proteção ambiental, por meio da criação de políticas e acordos internacionais, principalmente no que se refere ao aquecimento global.
Lara C.G. Ferreira. As paisagens regionais da microrregião Ceres (GO) – das colônias agrícolas nacionais ao agronegócio sucroenergético. Brasília, Tese de Doutorado, UnB, 2016.
Tendo o texto anterior como referência inicial e considerando os múltiplos temas por ele evocados, julgue (C ou E) os itens a seguir.
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O aquecimento global vem ganhando importância na agenda internacional de negociações, devido à alarmante situação decorrente do aumento gradativo da temperatura média da superfície terrestre responsável pela intensificação do efeito estufa, fenômeno provocado pela concentração de gases como o dióxido de carbono, o ozônio, o metano e o óxido nitroso na atmosfera.
Anulado. O fato de, na redação do item, se estabelecer uma relação de causa e efeito referente ao aumento gradativo da temperatura média da superfície terrestre e a intensificação do efeito estufa prejudicou seu julgamento objetivo.
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A China e a União Europeia adotaram políticas de geração de energia e de desenvolvimento de tecnologias limpas como estratégias para o cumprimento do acordo de Paris (2015), e a competição entre países na geração de energia limpa poderá ser um dos elementos de reordenamento do território, da produção e da competitividade entre países no mundo globalizado.
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No Brasil, o setor sucroalcooleiro, além da produção de açúcar e álcool, tem intensificado a geração de energia a partir da queima da biomassa da cana, o que representa uma alternativa ao tradicional modelo de energia hidrelétrica.
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Um dos pontos de discordância que justifica a saída do Reino Unido do bloco europeu é a visão dicotômica no que se refere às políticas de geração de energia e uso de fontes alternativas na matriz energética dos países do bloco: o Reino Unido defende o uso intensivo do carvão mineral, considerado altamente poluente, porém abundante no arquipélago britânico e de baixo custo de geração de energia, enquanto a União Europeia defende fontes alternativas como as energias solar e eólica e a produzida a partir de biocombustíveis.