Texto IV – questões de 12 a 15
1 O período que se seguiu à Grande Guerra pode
ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a
1924–28, quando todos os países europeus
4 procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra
e voltar às condições econômicas normais, equivale
dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28
7 a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que
trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os
10 governos se empenharam no esforço coletivo para
superar a crise, desenvolvendo práticas
intervencionistas não adotadas até então.
J. J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In:
O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).
O curto período entre as duas guerras mundiais do século em XX
(1919–1939) testemunhou a crise profunda do modelo econômico
e político liberal. No que concerne a esse quadro histórico, julgue
(C ou E) os itens seguintes, ainda considerando o texto IV.
-
A humilhante derrota militar da Alemanha, que chegou
ao fim da Primeira Guerra invadida e ocupada pelas
tropas inimigas, determinou a queda do regime
monárquico nesse país e a ascensão ao poder das forças
socialistas — República de Weimar. -
A entrada dos EUA na etapa final do conflito (1917) foi
decisiva para selar a derrota dos chamados impérios
centrais. Terminada a guerra, esse país viu-se na
inovadora condição de grande credor internacional,
com excepcionais condições de se transformar em
potência mundial. -
Sob o ponto de vista político, a crise do Estado liberal
que se seguiu à Grande Guerra de 1914 materializou-se,
sobretudo, na ascensão de regimes totalitários, dos
quais as mais diversas formas de fascismo seriam
exemplos exponenciais. -
As práticas intervencionistas, às quais o texto alude,
decorreram da necessidade imperiosa de se enfrentar a
Grande Depressão que se seguiu à Crise de 1929
e foram implementadas por quase todos os países.
A esse respeito, notável exceção se deu nos EUA, onde
nem mesmo o New Deal conseguiu arranhar os sólidos
princípios liberais, que sempre caracterizaram a
economia e as instituições políticas norte-americanas.