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HISTÓRIA DO BRASIL 2005
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Questão q38 de 2005

Tempo: 00:00
Texto Auxiliar 1

Texto VI – questões de 31 a 38
1 Os acontecimentos que convulsionaram o país na
primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os
atos de força que depuseram Goulart não podem ser
4 adequadamente compreendidos sem que se leve em
conta o processo de transformação experimentado pelo
Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas
7 (1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização
nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir
de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa
10 modernização foi bastante impulsionada na segunda
metade da década de 50: era o desenvolvimentismo
dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e
13 consagrado pelo lema “50 anos em 5”.
Nessa conjuntura, a Política Externa
Independente refletia um quadro internacional
16 favorável à obtenção de margens mais amplas de
autonomia por parte das áreas periféricas — com a
consolidação das independências na Ásia, o surto de
19 descolonização na África e o advento de novas posições
(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,
pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo
22 — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a
ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de
R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da
América Latina. Brasília: IBRI, 2005, p. 251 e 254 (com adaptações).

Considerando a conjuntura apresentada no texto VI, verifica-se
que, passados cerca de trinta anos, a realidade mundial era muito
distinta da existente naqueles convulsionados anos 60. No que
concerne ao novo quadro histórico que começou a ser
consolidado na década de 80 do século XX, julgue (C ou E) os
itens que se seguem.

  1. Nos anos 80, havia uma nítida convergência das
    posições do governo dos EUA e do governo do Reino
    Unido. Com efeito, a Era Reagan-Thatcher
    notabilizou-se pela ação moderada e tolerante na
    política externa e, sob a ótica da economia, por ter
    levado ao extremo a defesa do Estado de Bem-Estar
    Social.

  2. Em uma economia que mais e mais aprofundava seu
    caráter global, a formação de blocos regionais e
    continentais passou a ser uma tendência, o que se
    justifica, entre outras motivações, pela necessidade de
    juntar forças para a atuação em um mercado
    acentuadamente competitivo.

  3. Brasil e Argentina, quando governados, respectiva-
    mente, por José Sarney e Raúl Alfonsín, iniciaram um
    processo de aproximação cujo desdobramento foi a
    constituição do M ercado Comum do Sul
    (MERCOSUL), que incorporou dois outros sócios —
    Paraguai e Uruguai.

  4. Há consenso entre os especialistas para explicar as
    dificuldades aparentemente intransponíveis encontradas
    pela União Européia (UE) em seu esforço para se
    transformar em um bloco continental poderoso. Para
    esses observadores, a falha da UE consistiu em
    voltar-se exclusivamente para as questões econômicas,
    deixando de lado aspectos políticos, sociais e culturais.