Texto III – questões de 7 a 11
1 Quando as 5 mil pequenas lâmpadas
iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por
ocasião da inauguração da Exposição Universal de
4 Paris (1900), causando assombro à multidão que
assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo da
ciência e a soberania da máquina. A luz vencera o
7 limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo
tempo da cidade.
A arte afastava-se do mundo burguês à procura
10 de nova clientela, capaz de um ato de fruição total.
Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela
precisava eliminar dos seus efeitos específicos
13 quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por
empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”,
“pura”.
16 A busca incessante dessa pureza motivou os
artistas do início do século XX, o que resultou na
produção de obras que deram corpo a uma notável
19 revolução cultural.
P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In:
F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções
do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).
Tomando o texto III como referência inicial e considerando o
cenário econômico mundial na passagem do século XIX ao
século XX, julgue (C ou E) os próximos itens.
-
As transformações verificadas no sistema produtivo
capitalista, a partir de meados do século XIX, tiveram
na substituição do ferro e do carvão pelo aço e pela
eletricidade o ponto de partida para a configuração da
moderna industrialização. -
As últimas décadas do século XIX assistiram à
disseminação da crença burguesa em um progresso
ilimitado, do qual as exposições universais — tal como
a citada no texto — eram símbolos poderosos. -
A inexistência de crises mais pronunciadas no sistema
capitalista, ao longo da segunda metade do século XIX,
reforçava o ponto de vista de governos e de grandes
empresár io s no tocan te à p eren id ad e do
desenvolvimento material que estava em marcha. -
Assinada pelo Papa Leão XIII em 1891, a encíclica
Rerum Novarum , primeira grande manifestação oficial
da Igreja Católica para a elaboração de uma doutrina
social-cristã, ao mesmo tempo em que atacava
firmemente os excessos da exploração capitalista,
expressava sutil apoio às teses socialistas.