CACD

HISTÓRIA DO BRASIL 2005
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Questão q10 de 2005

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Texto Auxiliar 1

Texto III – questões de 7 a 11
1 Quando as 5 mil pequenas lâmpadas
iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por
ocasião da inauguração da Exposição Universal de
4 Paris (1900), causando assombro à multidão que
assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo da
ciência e a soberania da máquina. A luz vencera o
7 limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo
tempo da cidade.
A arte afastava-se do mundo burguês à procura
10 de nova clientela, capaz de um ato de fruição total.
Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela
precisava eliminar dos seus efeitos específicos
13 quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por
empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”,
“pura”.
16 A busca incessante dessa pureza motivou os
artistas do início do século XX, o que resultou na
produção de obras que deram corpo a uma notável
19 revolução cultural.
P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In:
F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções
do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).

Na segunda metade do século XIX, o imperialismo — inclusive
por sua vertente neocolonialista — atesta o grau de
desenvolvimento do capitalismo e sua incessante busca de
conquista dos mercados mundiais. A respeito desse processo de
expansão, julgue (C ou E) os itens seguintes.

  1. O surgimento de uma Alemanha unificada, a partir de
    1870, adicionou elemento novo e potencialmente
    explosivo na acirrada competição por colônias e
    mercados encetada pelas potências industrializadas.
    Esse novo elemento está na raiz de sucessivas crises
    que, em princípios do século XX, desnudaram a
    precariedade do equilíbrio de poder e do quadro de paz
    existente na Europa.

  2. A Conferência de Berlim, em fins da década de 80,
    tratou da partilha da África entre os grandes Estados
    europeus. Digna de destaque foi a preocupação
    registrada no documento oficial do encontro, qual seja,
    a de se respeitar a identidade étnico-cultural dos povos
    africanos no momento da definição das fronteiras
    coloniais.

  3. A fragilidade do Estado chinês, imerso em profunda
    crise interna, facilitou a presença, nesse país, do
    imperialismo ocidental na segunda metade do século
    XIX. Em pouco tempo, boa parte do litoral da China
    passou ao controle das potências ocidentais e, graças a
    tratados desiguais, a elas foi conferido o direito de
    extraterritorialidade.

  4. Foge aos padrões tradicionais a forma pela qual o Japão
    reagiu às pressões externas para que abrisse seu
    mercado ao comércio internacional. A Era Meiji,
    iniciada nesse contexto de expansão do capitalismo,
    significou a decisão de se proceder à modernização do
    país, inserindo-o na nova economia mundial, sem que
    se abdicasse da soberania.