Texto III – questões de 7 a 11
1 Quando as 5 mil pequenas lâmpadas
iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por
ocasião da inauguração da Exposição Universal de
4 Paris (1900), causando assombro à multidão que
assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo da
ciência e a soberania da máquina. A luz vencera o
7 limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo
tempo da cidade.
A arte afastava-se do mundo burguês à procura
10 de nova clientela, capaz de um ato de fruição total.
Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela
precisava eliminar dos seus efeitos específicos
13 quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por
empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”,
“pura”.
16 A busca incessante dessa pureza motivou os
artistas do início do século XX, o que resultou na
produção de obras que deram corpo a uma notável
19 revolução cultural.
P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In:
F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções
do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).
Na segunda metade do século XIX, o imperialismo — inclusive
por sua vertente neocolonialista — atesta o grau de
desenvolvimento do capitalismo e sua incessante busca de
conquista dos mercados mundiais. A respeito desse processo de
expansão, julgue (C ou E) os itens seguintes.
-
O surgimento de uma Alemanha unificada, a partir de
1870, adicionou elemento novo e potencialmente
explosivo na acirrada competição por colônias e
mercados encetada pelas potências industrializadas.
Esse novo elemento está na raiz de sucessivas crises
que, em princípios do século XX, desnudaram a
precariedade do equilíbrio de poder e do quadro de paz
existente na Europa. -
A Conferência de Berlim, em fins da década de 80,
tratou da partilha da África entre os grandes Estados
europeus. Digna de destaque foi a preocupação
registrada no documento oficial do encontro, qual seja,
a de se respeitar a identidade étnico-cultural dos povos
africanos no momento da definição das fronteiras
coloniais. -
A fragilidade do Estado chinês, imerso em profunda
crise interna, facilitou a presença, nesse país, do
imperialismo ocidental na segunda metade do século
XIX. Em pouco tempo, boa parte do litoral da China
passou ao controle das potências ocidentais e, graças a
tratados desiguais, a elas foi conferido o direito de
extraterritorialidade. -
Foge aos padrões tradicionais a forma pela qual o Japão
reagiu às pressões externas para que abrisse seu
mercado ao comércio internacional. A Era Meiji,
iniciada nesse contexto de expansão do capitalismo,
significou a decisão de se proceder à modernização do
país, inserindo-o na nova economia mundial, sem que
se abdicasse da soberania.