CACD

HISTÓRIA DO BRASIL 2006
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Questão q33 de 2006

Tempo: 00:00
Texto Auxiliar 1

A política externa brasileira, no início do período independente, irá definir-se em função da herança colonial com suas estruturas sociais, do Estado bragantino com seus valores, conexões e desígnios, da emergência de um sistema internacional resultante da revolução industrial, do peso das forças reacionárias aglutinadas na Santa Aliança, dos estreitos vínculos ingleses transferidos pela metrópole, da transformação do continente americano em área de competição internacional. Esses elementos de cálculo pesariam obviamente sobre o processo decisório quanto às relações exteriores. Outros dois devem-lhes ser somados: por um lado, a experiência e o conhecimento da realidade internacional, acumulados na corte do Rio de Janeiro, desde 1808, adquiridos na rotina do serviço diplomático, com as representações estrangeiras no Brasil e as representações luso-brasileiras no exterior; por outro lado, a importância atribuída às questões externas, na própria organização do Estado nacional, após a ruptura com Portugal.

Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno. História da Política Exterior do Brasil. São Paulo: Ática, 1992, p. 20-1.

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a dimensão do significado da transferência da sede do Estado português para sua colônia americana, julgue (C ou E) os itens seguintes.

  1. A decisão de transferir a sede do governo metropolitano vincula-se à tensa conjuntura da política européia em princípios do século XIX, quando duas forças poderosas — a França napoleônica e a Inglaterra — disputam espaços e áreas de influência.

  2. A presença da corte bragantina no Rio de Janeiro alterou substancialmente a situação da colônia brasileira. O primeiro sinal dessa transferência, que se mostrou fundamental para o encaminhamento do processo de independência, foi a abertura dos portos ao comércio internacional, decisão que fazia desaparecer o eixo central do sistema colonial: o monopólio metropolitano.

  3. O fim do exclusivo de comércio (monopólio metropolitano) foi decisão difícil, visto que foi preciso vencer-se a implacável resistência britânica. Como país pioneiro e líder da Revolução Industrial, a Inglaterra temia perder o potencialmente promissor mercado brasileiro ante a concorrência de outras potências.

  4. Infere-se do texto que a política externa joanina bem como a que foi implementada pelo nascente Estado brasileiro afastaram-se paulatinamente de influências européias, superaram condicionamentos históricos e abriram perspectivas na direção da crescente aproximação do Brasil com os vizinhos americanos.