Seis décadas após o fim da Segunda Guerra, a Aliança do Atlântico, firmada entre a Europa e os Estados Unidos, estava em desalinho. De certo modo, a situação era o resultado previsível do fim da Guerra Fria — embora pouca gente desejasse seu desmantelamento, a organização, em seu estado presente, não fazia muito sentido.
A Aliança fora criada para compensar a incapacidade da Europa Ocidental de se defender sem a ajuda norte-americana. O fracasso contínuo dos governos europeus em constituir a sua própria força militar eficaz foi responsável pela sobrevivência da organização. Dez anos depois da assinatura do Tratado de Maastricht, a União Europeia (UE) estava prestes a estabelecer uma Força de Reação Rápida, composta por 60 mil indivíduos, para realizar intervenções e missões de paz.
Tony Judt. Pós-Guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p.773-4 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o cenário histórico mundial desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), julgue (C ou E) os itens que se seguem.
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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi a aliança militar celebrada entre os EUA e países da Europa Ocidental no contexto da bipolaridade que marcou as relações internacionais no pós-Segunda Guerra e explicitou a condição de superpotências mundiais dos EUA e da URSS.
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Certamente por cálculo estratégico, mas também para não ampliar os gastos de uma economia em relativo estado de escassez, o governo soviético — sob o comando de Stalin e seus sucessores, até a década de 60 do século passado — optou por não criar estrutura militar semelhante à OTAN, embora mantivesse elevados investimentos na produção de arsenal nuclear e na corrida espacial.
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Sugere-se, no texto, que, decorridos mais de sessenta anos desde o fim da Segunda Guerra, subsistem as condições que motivaram a criação da OTAN.
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No processo de constituição do bloco europeu, sacramentado em Maastricht, as questões militares foram suprimidas, dada a prioridade máxima conferida à unificação econômica e a seus desdobramentos políticos, sociais e culturais.