O colapso econômico de 1929 foi único em termos de profundidade e amplitude. Já houvera crises cíclicas antes, mas nunca como essa. A economia dos países industrializados permaneceu desintegrada por mais de cinco anos, com redução de um quinto na produção e desemprego que atingiu um quarto da força de trabalho. Crises financeiras e cambiais se reproduziram no mundo todo em um intervalo de semanas, fazendo que economias inteiras afundassem juntas. Nenhuma das principais nações foi poupada.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema nele abordado, além do contexto histórico que lhe serve de moldura, julgue (C ou E) os itens seguintes.
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A Grande Depressão dos anos 30 do século XX selou o fracasso da ordem econômica clássica, que não trouxera paz nem cooperação; ao contrário, provavelmente tenha acirrado os conflitos entre as nações. Entende-se a relação entre a crise de 1930 e a Segunda Guerra Mundial ao considerar que a recuperação econômica dos países, sobretudo os da Europa, assentou-se, em larga medida, na corrida armamentista, como foi o caso da Alemanha nazista.
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Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em outubro de 1929, iniciou-se a maior crise que o moderno capitalismo conhecera até então. Embora rapidamente disseminada, devido à vigorosa presença dos EUA no cenário econômico mundial pós-Primeira Guerra, a crise passou ao largo de países com pouca ou nenhuma industrialização, como os de grande parte da Ásia e os da América Latina.
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Em 1933, no auge da crise, Roosevelt e Hitler chegaram ao poder, e seus governos notabilizaram-se por oferecer respostas contundentes ao caos social e político em que se encontravam EUA e Alemanha. Com o New Deal, de Roosevelt, ainda que preservada a democracia, amplia-se a presença do Estado na economia, em contraste com as práticas econômicas ultraliberais que haviam levado ao colapso do sistema.
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O New Deal promoveu radical transformação na organização e no funcionamento do capitalismo nos EUA: os setores financeiro e industrial passaram a ser fiscalizados vigorosamente pelo governo federal, que optou por não se envolver na recuperação de áreas mais debilitadas, como a agricultura e a organização do trabalho.