Propor uma filiação, ou parentesco, entre a revolução hispânica e a revolução francesa é inevitável. A revolução francesa não apenas abalou o equilíbrio político europeu, mas foi também um fenômeno social, político e cultural tão novo, que dominou – como modelo ou como objeto de rechaço – todo o debate político daquela época.
GUERRA,François-Xavier. Modernidad e independencias: ensayos sobre las revoluciones hispánicas. Madrid: Encuentro, 2009, p. 30, com adaptações.
Acerca das revoluções mencionadas no texto, julgue (C ou E) os itens a seguir.
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Na sequência dos eventos de 1789, intelectuais franceses procuraram difundir os próprios ideários pela Europa, estimulando a convocação de Cortes revolucionárias. Embora a recepção inicial dessas propostas tenha sido positiva em regiões como a Espanha, ela também foi encarada com hostilidade por diversos setores, sobretudo após a execução de Luís XVI e o início da perseguição religiosa.
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As Juntas formadas em diversas regiões da América espanhola, no contexto revolucionário, foram instituídas pelos cabildos municipais. Reunindo representantes das elites locais, aderiram, na forma de um juramento de fidelidade, a Fernando VII. De modo geral, fundamentaram a respectiva resistência ao jugo napoleônico segundo referenciais inscritos na tradição da monarquia católica espanhola.
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O caráter tradicional das sociedades espanhola e hispanoamericana levou a que a circulação de notícias a respeito dos acontecimentos revolucionários do fim do século 18 e início do século 19 fosse quase nula.
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No âmbito dos direitos individuais e de propriedade, a Constituição de Cádiz incorporava elementos das constituições francesas de 1791, 1793 e 1795.