CACD

LÍNGUA ESPANHOLA 2025
Modo de Visualização Pública: Você receberá feedback instantâneo, mas suas respostas não serão salvas. Faça login para salvar seu progresso.
Questão [ESPANHOL – 2025]Versão
Texto Auxiliar 1

As práticas de tradução redefinidas pelas relações linguísticas na economia informacional
Os rumos conferidos nas últimas três décadas à economia mundial com o desenvolvimento das tecnologias de informação que, idealmente, proveriam meios para a comunicação e o comércio sem fronteiras, têm influência direta no aumento dos intercâmbios linguísticos entre povos de diferentes nações. A instantaneidade com que mensagens, textos e documentos de naturezas diversas viajam pela internet e são difundidos eletronicamente em diversas partes do mundo exige, cada vez mais, que o conhecimento produzido possa ser entendido e processado em diferentes línguas com rapidez semelhante à da sua produção.
Essa expansão da disseminação da informação pela internet impôs novas exigências à prática de tradução, tanto com relação ao crescimento de sua necessidade quanto à diminuição de seu tempo de produção. Segundo a ordem mercadológica atual, o comércio internacional é preferencialmente concretizado se as informações na língua de origem forem oferecidas nas línguas traduzidas concomitantemente ao lançamento do produto.
O imperativo de uma resposta rápida às informações em circulação via internet parece favorecer a adoção de uma ou poucas línguas como meios de expressão global, ainda que os emissores e receptores envolvidos na comunicação não sejam falantes nativos dela. Em um mundo em que convivem cerca de 2.500 a 3.000 línguas, a língua inglesa é, com frequência, identificada como língua da globalização, seguida por outras línguas também consideradas dominantes nos planos político-econômico e tecnológico, como o francês, o espanhol e, na atualidade, o chinês.
A primazia da língua inglesa mantém-se e, como meio de propagação das inovações tecnológicas, a internet seria um local favorável à implementação de uma "geopolítica do inglês" na atualidade. Essa constatação pode ser verificada principalmente pelo fato de um crescente número de empresas que hospedam páginas eletrônicas na internet, em sua maioria outrora monolingues, estarem buscando serviços de tradução para se tornarem bilíngues ou multilingues, quase sempre com o inglês entre as línguas oferecidas para acesso à página.
Essa posição privilegiada da língua inglesa tem também motivos políticos, sendo verificada até mesmo no continente europeu, local em que a diversidade cultural e a pluralidade linguística são assuntos constantes de debates políticos a favor da comunicação e integração intercultural. No caso da União Europeia, o problema da pluralidade linguística é tratado como uma questão tanto política como técnica. Segundo o relato de Calvet, quando a França assumiu a presidência da União Europeia em 1994, uma das primeiras propostas do então ministro francês de Assuntos Europeus foi a de limitar a cinco o número de línguas de trabalho da comunidade, naquela época composta por quinze países membros.
A campanha francesa propunha a adoção do inglês, do francês, do alemão, do espanhol e do italiano, uma escolha que, para Calvet "enfatiza a comunicação no seio da Europa, excluindo na mesma tacada o português, muito mais falado no mundo que o italiano, o alemão e até mesmo o francês". A principal preocupação da proposta não era, como a França desejava transparecer, estabelecer as línguas de trabalho com base em dados estatísticos europeus (número de falantes dessas línguas no continente), mas evitar que o inglês se tornasse "a única lingua de trabalho da União Europeia".
Érika Nogueira de Andrade Stupiello. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

Traduzca al español el siguiente texto.