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Eu nasci no Harlem há trinta e um anos. Comecei a idealizar romances tão logo aprendi a escrever. A história de minha infância é uma fantasia monótona e normal, e podemos descartá-la mediante a observação contida de que, certamente, eu não consideraria a possibilidade de revivê-la. Naquele tempo, minha mãe dedicava-se ao hábito irritante e misterioso de ter bebês. À medida que eles nasciam, eu os segurava com uma das mãos e, com a outra, segurava um livro. As crianças provavelmente sofriam, embora, desde aquela época, elas tenham sido gentis o bastante em negar essa situação. Assim, eu lia “Uncle Tom’s Cabin” e “A Tale of two Cities” seguidas vezes. Na verdade, eu lia quase tudo que chegava às minhas mãos, com exceção da Bíblia; provavelmente, devido ao fato de que era o único livro que me encorajavam a ler. Devo confessar, também, que eu escrevia muito e que meu primeiro triunfo profissional ocorreu quando eu tinha doze anos, ou por volta dos doze anos.