Elabore uma dissertação com base no texto I, podendo privilegiar um de seus aspectos. Dê titulo a sua dissertação.
Extensão: de 600 a 650 palavras
(valor: 60 pontos)
Elabore uma dissertação com base no texto I, podendo privilegiar um de seus aspectos. Dê titulo a sua dissertação.
Extensão: de 600 a 650 palavras
(valor: 60 pontos)
O texto de Vasco Leitão da Cunha, extraído de Diplomacia em alto-mar: depoimento ao CPDOC, serve, sobretudo, para ilustrar o tradicional empenho do Itamaraty em formar quadros de alto nível. Aquele depoimento certamente surpreende o leitor contemporâneo alheio ao fato de que o Itamaraty vem realizando concurso há muito tempo, mesmo quando o nepotismo, o tráfico de influências e o “apadrinhamento” eram antes regra que exceção nas formas de acesso ao serviço público brasileiro. Essa tradição de excelência foi reforçada com o passar dos anos, a ponto de o Ministério das Relações Exteriores ser hoje reconhecido por oferecer profissionais do mais alto nível para a República.
É sintomático que, desde o Governo Itamar Franco, tenha crescido significativamente o número de diplomatas atuando em outros ministérios, em muitos casos, na assessoria direta dos respectivos ministros de Estado. Essa tendência demonstra a proficiência desses servidores públicos não apenas como agentes políticos do Brasil no exterior, mas também como adjuvantes na elaboração das políticas nacionais, hoje tão carregadas de dimensão e implicação internacional.
O Instituto Rio Branco e sua prova de admissão à carreira de Diplomata são, seguramente, o ponto de partida dessa trajetória de êxito profissional. O elevado grau de dificuldade do concurso tende a selecionar apenas aqueles de formação mais sólida, de modo a permitir que o curso oferecido pelo Instituto se beneficie do alto nível de seus alunos. Entretanto, uma importante questão, que veio ganhando relevo juntamente com o fortalecimento da democracia brasileira, após o fim da ditadura militar, é a da democratização do acesso à instituição. Há até pouco tempo, apenas membros da elite brasileira, incluindo os próprios filhos de diplomatas, tinham formação adequada para passar no concurso. Esse fato motivou o Ministério das Relações Exteriores a implementar iniciativas destinadas a melhor nivelar o campo de disputa entre os aspirantes à carreira diplomática. Uma delas, que merece os maiores elogios, é a realização das provas, simultaneamente, em diversas capitais brasileiras, desobrigando os candidatos a deslocarem-se para Brasília, o que, em muitos casos, representava imensa dificuldade financeira.
Mais recentemente, o Instituto Rio Branco vem incrementando seus esforços em direção à maior democratização de acesso à carreira diplomática, especialmente no que se refere ao formato do concurso. A medida mais polêmica nesse sentido é aquela que torna a prova de inglês classificatória, em oposição a seu tradicional caráter eliminatório, o que tem sido motivo de intensas críticas daqueles que temem queda no padrão de qualidade dos aprovados e prejuízo para a reputação de excelência daquela carreira.
Independentemente de questões técnicas relacionadas ao formato do concurso, constata-se hoje um evidente avanço na diversidade do perfil e da qualificação dos jovens diplomatas. Advogados, economistas, jornalistas, engenheiros: integrantes de todas as fileiras profissionais, enfim, logram aprovação no concurso do Rio Branco, o que é garantia de um Itamaraty mais sinceramente representativo da sociedade brasileira, sem, de modo algum, comprometer a qualidade de seus quadros. Pelo contrário, o fenômeno da globalização e o crescente interesse da sociedade brasileira em assuntos relacionados a questões internacionais motivam uma visibilidade e um poder de atração do Itamaraty sobre os jovens profissionais que só podem favorecer a continuação do alto nível da instituição.
Na época de Vasco Leitão da Cunha, eram apenas vinte os candidatos para aquele concurso. Em menos de um século, o Brasil pode-se vangloriar do fato de que esse número se aproxima dos seis mil, conforme as estatísticas relativas ao exame do ano de 2006. Isso indica sensível elevação do nível educacional brasileiro e o crescente interesse da sociedade em acompanhar seu processo de internacionalização. Felizmente, o Itamaraty, considerado um das instituições mais tradicionais da República, dá sinais claros de que acompanha a evolução dos tempos e está perfeitamente habilitado a cumprir seu papel, seja auxiliando o Presidente na formulação de nossa política externa, seja na motivação e conscientização da sociedade para a relevância do tema.
O texto de Vasco Leitão da Cunha, extraído de Diplomacia em alto-mar: depoimento ao CPDOC, serve, sobretudo, para ilustrar o tradicional empenho do Itamaraty em formar quadros de alto nível. Aquele depoimento certamente surpreende o leitor contemporâneo alheio ao fato de que o Itamaraty vem realizando concurso há muito tempo, mesmo quando o nepotismo, o tráfico de influências e o “apadrinhamento” eram antes regra que exceção nas formas de acesso ao serviço público brasileiro. Essa tradição de excelência foi reforçada com o passar dos anos, a ponto de o Ministério das Relações Exteriores ser hoje reconhecido por oferecer profissionais do mais alto nível para a República.
É sintomático que, desde o Governo Itamar Franco, tenha crescido significativamente o número de diplomatas atuando em outros ministérios, em muitos casos, na assessoria direta dos respectivos ministros de Estado. Essa tendência demonstra a proficiência desses servidores públicos não apenas como agentes políticos do Brasil no exterior, mas também como adjuvantes na elaboração das políticas nacionais, hoje tão carregadas de dimensão e implicação internacional.
O Instituto Rio Branco e sua prova de admissão à carreira de Diplomata são, seguramente, o ponto de partida dessa trajetória de êxito profissional. O elevado grau de dificuldade do concurso tende a selecionar apenas aqueles de formação mais sólida, de modo a permitir que o curso oferecido pelo Instituto se beneficie do alto nível de seus alunos. Entretanto, uma importante questão, que veio ganhando relevo juntamente com o fortalecimento da democracia brasileira, após o fim da ditadura militar, é a da democratização do acesso à instituição. Há até pouco tempo, apenas membros da elite brasileira, incluindo os próprios filhos de diplomatas, tinham formação adequada para passar no concurso. Esse fato motivou o Ministério das Relações Exteriores a implementar iniciativas destinadas a melhor nivelar o campo de disputa entre os aspirantes à carreira diplomática. Uma delas, que merece os maiores elogios, é a realização das provas, simultaneamente, em diversas capitais brasileiras, desobrigando os candidatos a deslocarem-se para Brasília, o que, em muitos casos, representava imensa dificuldade financeira.
Mais recentemente, o Instituto Rio Branco vem incrementando seus esforços em direção à maior democratização de acesso à carreira diplomática, especialmente no que se refere ao formato do concurso. A medida mais polêmica nesse sentido é aquela que torna a prova de inglês classificatória, em oposição a seu tradicional caráter eliminatório, o que tem sido motivo de intensas críticas daqueles que temem queda no padrão de qualidade dos aprovados e prejuízo para a reputação de excelência daquela carreira.
Independentemente de questões técnicas relacionadas ao formato do concurso, constata-se hoje um evidente avanço na diversidade do perfil e da qualificação dos jovens diplomatas. Advogados, economistas, jornalistas, engenheiros: integrantes de todas as fileiras profissionais, enfim, logram aprovação no concurso do Rio Branco, o que é garantia de um Itamaraty mais sinceramente representativo da sociedade brasileira, sem, de modo algum, comprometer a qualidade de seus quadros. Pelo contrário, o fenômeno da globalização e o crescente interesse da sociedade brasileira em assuntos relacionados a questões internacionais motivam uma visibilidade e um poder de atração do Itamaraty sobre os jovens profissionais que só podem favorecer a continuação do alto nível da instituição.
Na época de Vasco Leitão da Cunha, eram apenas vinte os candidatos para aquele concurso. Em menos de um século, o Brasil pode-se vangloriar do fato de que esse número se aproxima dos seis mil, conforme as estatísticas relativas ao exame do ano de 2006. Isso indica sensível elevação do nível educacional brasileiro e o crescente interesse da sociedade em acompanhar seu processo de internacionalização. Felizmente, o Itamaraty, considerado um das instituições mais tradicionais da República, dá sinais claros de que acompanha a evolução dos tempos e está perfeitamente habilitado a cumprir seu papel, seja auxiliando o Presidente na formulação de nossa política externa, seja na motivação e conscientização da sociedade para a relevância do tema.