A partir da leitura do excerto acima (recurso 't1'), redija um texto dissertativo que verse sobre o tema abordado.
Extensão do texto: 600 a 650 palavras
(Valor: 60 pontos)
A partir da leitura do excerto acima (recurso 't1'), redija um texto dissertativo que verse sobre o tema abordado.
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A promoção da paz no mundo tem sido temática de fundamental importância para as relações internacionais. Depois da destruição que foi provocada durante a Segunda Guerra Mundial, foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU), com o intuito de assegurar a paz mundial; contudo, sua ação foi restringida pelo contexto bipolar. Com o fim da Guerra Fria e o surgimento de conflitos étnicos intraestatais, renovou-se a expectativa de que a ONU pudesse agir de maneira decisiva, para combater as ameaças à segurança internacional. Isso levou à formulação do conceito de “responsabilidade de proteger”, o qual demonstrou limitações relativas a seu uso abusivo. Em resposta a esse desafio, os meios diplomáticos e a promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento aparecem como forma de alcançar a paz duradoura e inclusiva, o que é defendido, incisivamente, pelo Brasil.
Os Estados, após os acontecimentos da Segunda Grande Guerra, almejaram constituir uma ordem internacional que restringisse o recurso à violência e que garantisse a estabilidade. O surgimento do sistema ONU conferiu grande responsabilidade às potências vencedoras daquele conflito na consecução desses objetivos. O advento do embate político e ideológico entre os blocos capitalista e socialista frustrou as expectativas iniciais em relação à ONU, limitando sua participação. Evidência disso foi a paralisação do Conselho de Segurança. Os países, diante desse contexto adverso, adotaram uma posição excessivamente soberanista, o que dificultou a elaboração de soluções multilaterais para os desafios à paz mundial. Como consequência dessa situação, as poucas resoluções adotadas tiveram poco ou nenhum êxito.
A década de 1990 assistiu ao fim da bipolaridade e ao otimismo a respeito da ONU, a qual passou a buscar participação decisiva na política internacional. O fim da Guerra Fria proporcionou, também, a eclosão de conflitos civis, nos quais o Estado promove violência étnica contra seus cidadãos. Esse novo contexto foi analisado por Mary Kaldor em Novas Guerras, o que propiciou o advento do conceito da responsabilidade de proteger, para justificar a intervenção nas crises que houvesse ameaça à segurança internacional. Essa nova concepção choca-se com o princípio de não intervenção, presente na Carta da ONU, e pode, portanto, comprometer os fundamentos da organização. A ONU, diante dessa problemática, agiria de modo mais coerente, ao concentrar esforços no esgotamento dos meios diplomáticos e ao combater as origens dos conflitos.
O Brasil pauta-se, historicamente, na defesa da não intervenção. Verifica-se, nessa lógica, a preocupação da diplomacia nacional com a extrapolação da responsabilidade de proteger e com as potenciais implicações negativas que esse conceito causaria para a paz. O país, por conta desses receios, absteve-se de apoiar a Resolução 1973 do Conselho de Segurança, adotada em 2011, que permitiu a intervenção multilateral na Líbia. As denúncias de que o âmbito da missão não teria sido respeitado ocasionaram desconfianças na comunidade internacional acerca dos excessos relacionados ao uso da responsabilidade de proteger. Ao proferir o primeiro discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU realizado por uma mulher, a presidente Dilma Rousseff defendeu a “responsabilidade ao proteger”, perspectiva que aponta para o uso prioritário dos meios pacíficos na redução de conflitos e para a interdependência entre segurança, direitos humanos e desenvolvimento.
A promoção da paz internacional tem conquistado grande relevância desde o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente. A ONU surgiu como principal símbolo desse ideal, porém sua ação foi prejudicada pelo advento da bipolaridade no sistema internacional. O período posterior ao fim da Guerra Fria tem sido marcado por instabilidades que precisam de respostas da sociedade internacional. A concepção de responsabilidade de proteger acabou levando ao intervencionismo da ONU, o qual tem se mostrado incapaz de garantir a segurança internacional. A alternativa a essa situação é a ênfase nos mecanismos diplomáticos e no combate às causas das guerras. Essa solução é apoiada pelo Brasil e deve ser seguida para que a paz duradoura tenha maior chance de ser efetivada na contemporaneidade.
A promoção da paz no mundo tem sido temática de fundamental importância para as relações internacionais. Depois da destruição que foi provocada durante a Segunda Guerra Mundial, foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU), com o intuito de assegurar a paz mundial; contudo, sua ação foi restringida pelo contexto bipolar. Com o fim da Guerra Fria e o surgimento de conflitos étnicos intraestatais, renovou-se a expectativa de que a ONU pudesse agir de maneira decisiva, para combater as ameaças à segurança internacional. Isso levou à formulação do conceito de “responsabilidade de proteger”, o qual demonstrou limitações relativas a seu uso abusivo. Em resposta a esse desafio, os meios diplomáticos e a promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento aparecem como forma de alcançar a paz duradoura e inclusiva, o que é defendido, incisivamente, pelo Brasil.
Os Estados, após os acontecimentos da Segunda Grande Guerra, almejaram constituir uma ordem internacional que restringisse o recurso à violência e que garantisse a estabilidade. O surgimento do sistema ONU conferiu grande responsabilidade às potências vencedoras daquele conflito na consecução desses objetivos. O advento do embate político e ideológico entre os blocos capitalista e socialista frustrou as expectativas iniciais em relação à ONU, limitando sua participação. Evidência disso foi a paralisação do Conselho de Segurança. Os países, diante desse contexto adverso, adotaram uma posição excessivamente soberanista, o que dificultou a elaboração de soluções multilaterais para os desafios à paz mundial. Como consequência dessa situação, as poucas resoluções adotadas tiveram poco ou nenhum êxito.
A década de 1990 assistiu ao fim da bipolaridade e ao otimismo a respeito da ONU, a qual passou a buscar participação decisiva na política internacional. O fim da Guerra Fria proporcionou, também, a eclosão de conflitos civis, nos quais o Estado promove violência étnica contra seus cidadãos. Esse novo contexto foi analisado por Mary Kaldor em Novas Guerras, o que propiciou o advento do conceito da responsabilidade de proteger, para justificar a intervenção nas crises que houvesse ameaça à segurança internacional. Essa nova concepção choca-se com o princípio de não intervenção, presente na Carta da ONU, e pode, portanto, comprometer os fundamentos da organização. A ONU, diante dessa problemática, agiria de modo mais coerente, ao concentrar esforços no esgotamento dos meios diplomáticos e ao combater as origens dos conflitos.
O Brasil pauta-se, historicamente, na defesa da não intervenção. Verifica-se, nessa lógica, a preocupação da diplomacia nacional com a extrapolação da responsabilidade de proteger e com as potenciais implicações negativas que esse conceito causaria para a paz. O país, por conta desses receios, absteve-se de apoiar a Resolução 1973 do Conselho de Segurança, adotada em 2011, que permitiu a intervenção multilateral na Líbia. As denúncias de que o âmbito da missão não teria sido respeitado ocasionaram desconfianças na comunidade internacional acerca dos excessos relacionados ao uso da responsabilidade de proteger. Ao proferir o primeiro discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU realizado por uma mulher, a presidente Dilma Rousseff defendeu a “responsabilidade ao proteger”, perspectiva que aponta para o uso prioritário dos meios pacíficos na redução de conflitos e para a interdependência entre segurança, direitos humanos e desenvolvimento.
A promoção da paz internacional tem conquistado grande relevância desde o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente. A ONU surgiu como principal símbolo desse ideal, porém sua ação foi prejudicada pelo advento da bipolaridade no sistema internacional. O período posterior ao fim da Guerra Fria tem sido marcado por instabilidades que precisam de respostas da sociedade internacional. A concepção de responsabilidade de proteger acabou levando ao intervencionismo da ONU, o qual tem se mostrado incapaz de garantir a segurança internacional. A alternativa a essa situação é a ênfase nos mecanismos diplomáticos e no combate às causas das guerras. Essa solução é apoiada pelo Brasil e deve ser seguida para que a paz duradoura tenha maior chance de ser efetivada na contemporaneidade.