CACD

LÍNGUA PORTUGUESA 2012
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Questão q10 de 2012

Tempo: 00:00
Texto Auxiliar 1

É certo que, de modo geral, toda obra literária deve1
ser a expressão, a revelação de uma personalidade. Há, porém,
nos temperamentos masculinos, uma maior tendência para
fazer do autor uma figura escondida por detrás das suas4
criações, operando-se um desligamento quando a obra já esteja
feita e acabada. Isto significa que um escritor pode colocar
toda a sua personalidade na obra, contudo nela se diluindo de7
tal modo que o espectador só vê o objeto e não o homem.
Álvaro Lins. Os mortos de sobrecasaca.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1963, p. 27.

Com relação ao fragmento de texto acima, assinale a opção correta.

  1. A O fato de o texto expressar uma generalização a respeito da produção de obras literárias justifica o tom assertivo e imperativo predominante no texto, evidenciado, por exemplo, no emprego do predicado “É certo” (R.1).

  2. B Pelos elementos textuais presentes no texto, infere-se que o autor considera as escritoras — os “temperamentos” (R.3) femininos — incapazes de produzir obras em que seja atendido o postulado de distanciamento entre autor e conteúdo expresso na obra literária.

  3. C No último período do texto, a referência do sujeito elíptico da oração “contudo nela se diluindo de tal modo” (R.7-8) recupera o termo “um escritor” (R.6), o que possibilitaria, mantendo-se a mesma referência, a seguinte estrutura alternativa: que, contudo, se dilui de tal modo.

  4. D Sem alteração da informação expressa no primeiro período do texto, a expressão adverbial “de modo geral” (R.1) poderia ser deslocada, com as vírgulas, para imediatamente depois da locução verbal “deve ser” (R.1-2) ou, eliminando-se as vírgulas que a isolam, para imediatamente após o núcleo nominal “personalidade” (R.2).

  5. E No último período do fragmento de texto apresentado, o autor indica, por meio de relação de causa e efeito, o modo como se opera o distanciamento de um escritor ao produzir uma obra literária, ou seja, o processo por meio do qual o enunciador se torna “uma figura escondida por detrás das suas criações” (R.4-5).