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Em Os Sertões, Euclides da Cunha, autor pré-moderno, descreveu a Revolta de Canudos, com base em três vertentes de análise: a terra, o homem e a luta. Essa revolta messiânica contribuiu para que fossem evidenciadas a instabilidade política e militar do governo de Prudente de Moraes e a desigualdade social existente entre as regiões brasileiras.
Euclides da Cunha, ao afirmar que existem “rudes patrícios mais estrangeiros nessa terra do que os imigrantes da Europa”, criticou o descaso da elite republicana do Rio de Janeiro frente às mazelas socioeconômicas vivenciadas pela população nordestina. Pode-se constatar que a elite brasileira desconhecia as particularidades regionais do Brasil. É inegável que a Revolta de Canudos conferiu destaque à região e foi motivo de preocupação das elites cariocas, mas, após o massacre do movimento, a seca e a pobreza continuaram a caracterizar a região, conforme retratado por Graciliano Ramos, em Vidas Secas.