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Padrão de Resposta
Na primeira metade do século XIX, autores do romantismo brasileiro, como Gonçalves Dias, buscavam definir a identidade nacional por meio de idealizações acerca da pátria, da terra e do indígena brasileiros. Em “I-Juca Pirama”, de Gonçalves Dias, tem-se exemplo dessa tentativa de idealizar o indígena, em consonância com valores europeus de pureza e nobreza de espírito. Os românticos brasileiros buscavam, nos indígenas pré-colombianos, o mesmo que os europeus buscavam nos cavaleiros medievais: pioneiros da nação que fossem nobres e corajosos.
No início do século XX, os autores do Modernismo opuseram-se a essa tentativa de idealização dos povos pré-colombianos. O “Manifesto antropófago”, redigido por Oswald de Andrade, denunciava as perspectivas românticas acerca dos indígenas, as quais os aproximavam dos europeus. A identidade nacional não se definiria por meio desse indígena idealizado, mas por meio do hibridismo entre as culturas de indígenas, negros e europeus.