(…)Porque os homens não me escutam! Por que os governadoresNão me escutam? Por que não me escutamOs plutocratas e todos os que são chefes e são fezes?Todos os donos da vida?Eu lhes daria o impossível e lhes daria o segredo,Eu lhes dava tudo aquilo que fica pra cá do gritoMetálico dos números, e tudoO que está além da insinuação cruenta da posse.E se acaso eles protestassem, que não! que não desejamA borboleta translúcida da humana vida, porque preferemO retrato a óleo das inaugurações espontâneas,Com béstias de operário e do oficial, imediatamente inferior,E palminhas, e mais os sorrisos das máscaras e a profunda comoção,Pois não! Melhor que isso eu lhes dava uma felicidade deslumbranteDe que eu consegui me despojar porque tudo sacrifiquei.(…)
Mário de Andrade. A meditação sobre o Tietê. In: Poesias completas.São Paulo: Martins, 1974, 4.ª ed., p.311-2, (com adaptações).
Com base no texto acima apresentado, discorra sobre as recentes manifestações públicas nos planos nacional e internacional,relacionando-as, em especial, ao fragmento: “Por que os governadores / Não me escutam? Por que não me escutam / Os plutocratas e todosos que são chefes e são fezes?”.
Admissão à Carreira de Diplomata (Terceiro Secretário) Prova Escrita de Português – 1 –
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