O que há de mais evidente nas atitudes dos brasileiros diante do “preconceito de cor” é a tendência deconsiderá-lo como algo ultrajante (para quem o sofre) e degradante (para quem o pratica).
Florestan Fernandes. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, p. 23 (com adaptações).
De feito, se nos perguntassem qual o aspecto mais alto, mais edificante e significativo da civilizaçãobrasileira, não teríamos a menor dúvida em indicar a quase inexistência de problemas raciais intransponíveis. Nãoque estes de todo não existam ou que a instituição da escravatura não nos tenha também legado em termos dediscriminação e segregação o pesado fardo de sua odiosa herança, ou que o passivo ideológico dela resultante jáesteja de todo resgatado ou sequer em via de total resgate. Infelizmente, ainda não é disso que se trata. Esseodioso passivo esgalhou-se por todos os setores da vida nacional e, provavelmente, ainda levará séculos para serextirpado. Mas pelo menos o seu ramo mais agressivo e ameaçador — o puro conflito de raça — esse tende adesaparecer.
Vianna Moog. Bandeirantes e pioneiros: paralelo entre as duas culturas. Rio de Janeiro: Graphia, 2000.
Discuta a temática apresentada nos textos acima, tendo em vista o debate contemporâneo acerca da questão racial inserido na agendapolítica da sociedade e do Estado brasileiro.
à correção gramatical e à propriedade da linguagem, o valor máximo de 30 pontos, o que totalizará os 60 pontos possíveis. Seráatribuída nota 0 (zero) à redação, caso o candidato não se atenha ao tema proposto ou obtenha pontuação 0 (zero) naavaliação da correção gramatical e da propriedade da linguagem. Será apenada a redação que não atender ao número mínimode palavras, deduzindo-se 0,20 ponto a cada palavra que faltar para ser atingido o mínimo exigido de 600 palavras.