CACD

LÍNGUA PORTUGUESA 2013
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Questão q3 de 2013

Tempo: 00:00
Texto Auxiliar 1

Como estranhar que haja aqui, sobrenadando em toda1
expressão, um ânimo nacional?… Brasileiro… Brasil…! Por que
não no amar, constante, bem explicitamente, dolorosa, ou
voluptuosamente, como à essência de mim mesmo, e à vida a4
que me pego?… Chamem-me latino, ocidental… O que me está
na voz percebida e entendida será isto mesmo, pois que só
traduz insuficiência de expressão, para uma mentalidade e um7
tom de sentimento jamais encontrados nas muitas páginas que
li e nas gentes estranhas com quem tratei. De fato, procurei
nutrir o espírito e ter matéria de pensamento a par do meu10
século; camadas e camadas se depositaram, assim, sobre a
mente primitiva. Mas, quando me vem o momento de pensar
pensamento realmente meu e, sobretudo, quando me fala o13
recôndito sentimento, encontro-me com o nódulo do meu ser,
fórmula de mim mesmo, em que me reconheço desde que se
me iluminou a consciência: a alma banalmente simples e, por16
isso, intensa e livre, a mesma em que vivi a vida sincera e
estuante de ontem, única — inteira e completa, de quando
afrontava a experiência na solidez de perfeita unidade19
espiritual.
Ora, essa unidade, em que me reconheço, é aquilo
mesmo que, na consciência, reflete a singela tradição nacional22
dos meus dias de infância e de adolescência. (…)
Manoel Bonfim. O Brasil na América. Rio de
Janeiro: Topbooks, 1997, 2.ª edição, p. 28-9.

Com relação às ideias desenvolvidas no texto acima, assinale a opção correta.

  1. A Segundo o texto apresentado, o momento de “pensar pensamento” (R.12-13) realmente seu só ocorre a Manoel Bonfim quando ele recorda os dias da infância e da adolescência brasileiras.

  2. B Segundo o autor do texto, a unidade, o ânimo nacional e a essência de si mesmo estão refletidos nos dias da sua infância e da sua adolescência brasileiras.

  3. C O autor recusa ser denominado de latino ou de ocidental, uma vez que as origens dos atributos de tais denominações são muito diferentes das que compõem a caracterização de ser brasileiro.

  4. D Manoel Bonfim considera peculiar o fato de que ser brasileiro o esteja impedindo de conhecer melhor países estrangeiros e “gentes estranhas” (R.9).

  5. E O autor do texto comenta haver encontrado “insuficiência de expressão” (R.7) em todas as obras de escritores que não tiveram a percepção desenvolvida para o ânimo nacional.