Tendo por fundamento as ideias defendidas pelo autor do texto (recurso 't1'), discuta o que é ser um diplomata brasileiro.
Extensão do texto: 600 a 650 palavras
Valor: 60,00 pontos
Tendo por fundamento as ideias defendidas pelo autor do texto (recurso 't1'), discuta o que é ser um diplomata brasileiro.
Extensão do texto: 600 a 650 palavras
Valor: 60,00 pontos
Ser um diplomata brasileiro é acreditar no potencial de um país que, em meio a avanços e recuos, vem forjando seu lugar no mundo como defensor da ideia do desenvolvimento como condição para a convivência pacífica entre as nações. Nesse sentido, o diplomata brasileiro é, sobretudo, um crente que, com plena consciência das possibilidades e das contingências nacionais, procura defender o interesse do Brasil no mundo. A fim de executar a sua tarefa, o diplomata passa por processo de consolidação identitária similar ao do escritor Lucio Cardoso. O diplomata, assim como o escritor, deve identificar-se com o Brasil, ciente do fato de que seu destino está estritamente vinculado ao país.
A primeira ideia de Lucio Cardoso é a de ser uma tolice a definição do Brasil de forma generalizada. O autor não almeja ser um pregador do nacionalismo brasileiro, mas, sim, identificar elementos nacionais que definam sua identidade como escritor. Em contraste com a abordagem individualista de Cardoso, o diplomata tende a ser um generalista, dado que é o profissional que representa o país como um todo. Essa representação é embasada em conhecimento profundo das ideias de autores que, em diferentes momentos históricos, definiram características centrais da identidade nacional. Pode-se identificar, nas obras de Joaquim Nabuco e Sérgio Buarque de Holanda, por exemplo, a questão central do nacionalismo brasileiro, que é a necessidade de superação da dívida social, resultante do longevo regime escravocrata. Para o diplomata brasileiro, essa pertinente generalização fundamenta a defesa da inclusão social e do combate à pobreza como condicionantes do desenvolvimento e da paz mundiais.
Em sua reflexão identitária, Lucio Cardoso identifica como motivação a certeza tanto da existência de verdadeira essência nacional quanto da liberdade de adaptação dos sonhos e da realidade brasileira a diferentes contextos. Para o diplomata brasileiro, essa ideia é o fundamento de sua atuação profissional. A essência nacional é a característica de superação de desafios, sejam sociais, políticos ou econômicos. Ao contrário de Cardoso, que acredita que o país não tem ambições, o diplomata brasileiro interpreta a possibilidade de adaptação de sonhos como oportunidade para a construção de ambições que reflitam a realidade do Brasil, que é o quinto maior país do mundo, em termos de população e território, e a oitava economia do planeta. É exemplar, nesse sentido, a legitimidade do pleito brasileiro por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Seguindo o texto de Lucio Cardoso, o ponto de maior aproximação entre a tomada de consciência do escritor e a do diplomata é a ideia de que o destino de ambos está inexoravelmente vinculado ao Brasil. De acordo com Cardoso, a identificação com a pátria permite ao escritor obter a lucidez e a calma necessárias ao discernimento dos aspectos mais positivos do povo brasileiro. Similarmente, o diplomata deve estar embuído de ambos o sentimento patriótico e o conhecimento do país, de modo a, como defendido pelo patrono da diplomacia brasileira, carregar o Brasil consigo onde quer que esteja. Nesse sentido de formação do diplomata, cabe destacar a atuação do Instituto Rio Branco, que celebra, em 2015, o seu septuagenário.
De modo similar ao escritor em Cardoso, ser um diplomata brasileiro é buscar uma vocação nacional que lhe permita enxergar oportunidades e soluções onde outros veem desafios e problemas. O diplomata deve ter um conhecimento profundo do Brasil, tanto no âmbito das ideias de formação nacional quanto na esfera das características atuais do país. Dessa forma, o diplomata brasileiro pode consolidar a consciência da necessidade de superação de mazelas sociais por meio do desenvolvimento. Pode, por fim, defender a ideia principal da política externa brasileira: a paz e o desenvolvimento são indissociáveis.
Ser um diplomata brasileiro é acreditar no potencial de um país que, em meio a avanços e recuos, vem forjando seu lugar no mundo como defensor da ideia do desenvolvimento como condição para a convivência pacífica entre as nações. Nesse sentido, o diplomata brasileiro é, sobretudo, um crente que, com plena consciência das possibilidades e das contingências nacionais, procura defender o interesse do Brasil no mundo. A fim de executar a sua tarefa, o diplomata passa por processo de consolidação identitária similar ao do escritor Lucio Cardoso. O diplomata, assim como o escritor, deve identificar-se com o Brasil, ciente do fato de que seu destino está estritamente vinculado ao país.
A primeira ideia de Lucio Cardoso é a de ser uma tolice a definição do Brasil de forma generalizada. O autor não almeja ser um pregador do nacionalismo brasileiro, mas, sim, identificar elementos nacionais que definam sua identidade como escritor. Em contraste com a abordagem individualista de Cardoso, o diplomata tende a ser um generalista, dado que é o profissional que representa o país como um todo. Essa representação é embasada em conhecimento profundo das ideias de autores que, em diferentes momentos históricos, definiram características centrais da identidade nacional. Pode-se identificar, nas obras de Joaquim Nabuco e Sérgio Buarque de Holanda, por exemplo, a questão central do nacionalismo brasileiro, que é a necessidade de superação da dívida social, resultante do longevo regime escravocrata. Para o diplomata brasileiro, essa pertinente generalização fundamenta a defesa da inclusão social e do combate à pobreza como condicionantes do desenvolvimento e da paz mundiais.
Em sua reflexão identitária, Lucio Cardoso identifica como motivação a certeza tanto da existência de verdadeira essência nacional quanto da liberdade de adaptação dos sonhos e da realidade brasileira a diferentes contextos. Para o diplomata brasileiro, essa ideia é o fundamento de sua atuação profissional. A essência nacional é a característica de superação de desafios, sejam sociais, políticos ou econômicos. Ao contrário de Cardoso, que acredita que o país não tem ambições, o diplomata brasileiro interpreta a possibilidade de adaptação de sonhos como oportunidade para a construção de ambições que reflitam a realidade do Brasil, que é o quinto maior país do mundo, em termos de população e território, e a oitava economia do planeta. É exemplar, nesse sentido, a legitimidade do pleito brasileiro por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Seguindo o texto de Lucio Cardoso, o ponto de maior aproximação entre a tomada de consciência do escritor e a do diplomata é a ideia de que o destino de ambos está inexoravelmente vinculado ao Brasil. De acordo com Cardoso, a identificação com a pátria permite ao escritor obter a lucidez e a calma necessárias ao discernimento dos aspectos mais positivos do povo brasileiro. Similarmente, o diplomata deve estar embuído de ambos o sentimento patriótico e o conhecimento do país, de modo a, como defendido pelo patrono da diplomacia brasileira, carregar o Brasil consigo onde quer que esteja. Nesse sentido de formação do diplomata, cabe destacar a atuação do Instituto Rio Branco, que celebra, em 2015, o seu septuagenário.
De modo similar ao escritor em Cardoso, ser um diplomata brasileiro é buscar uma vocação nacional que lhe permita enxergar oportunidades e soluções onde outros veem desafios e problemas. O diplomata deve ter um conhecimento profundo do Brasil, tanto no âmbito das ideias de formação nacional quanto na esfera das características atuais do país. Dessa forma, o diplomata brasileiro pode consolidar a consciência da necessidade de superação de mazelas sociais por meio do desenvolvimento. Pode, por fim, defender a ideia principal da política externa brasileira: a paz e o desenvolvimento são indissociáveis.