Redija, com as suas próprias palavras, um resumo do texto (recurso 't3').
Extensão do texto: de 35 a 50 linhas.
[valor: 20,00 pontos]
Redija, com as suas próprias palavras, um resumo do texto (recurso 't3').
Extensão do texto: de 35 a 50 linhas.
[valor: 20,00 pontos]
Em Vida e morte da antropofagia, Raul Bopp argumenta que a arte moderna remonta ao processo técnico característico das máquinas, o que acarretou problemas de representação plástica.
Inicialmente, as formas geométricas puras foram usadas; para representar a realidade, reduzindo-a, contudo, a uma espécie de natureza-morta. O Cubismo, caracterizado pela decomposição dos objetos e pela “pintura a duas dimensões”, derivou dessa técnica. Na mesma época, o Futurismo surgiu na Itália e provocou a problematização da arte moderna, em razão de seu caráter polêmico. O Expressionismo, por sua vez, remonta ao início do século XX. Diferentemente do Futurismo, que se assemelhou esteticamente às máquinas, o Expressionismo buscou expressar sentimentos, com base em diversas tendências plásticas, com o predomínio de formas trágicas.
Segundo o autor, a Primeira Guerra Mundial provocou uma renovação artística, levada a cabo pela geração montparnasiana, que representava, em sua arte, a destruição da guerra e a angústia humana. Nesse contexto, o grupo Dadá questionava valores, proclamando la antiarte e exaltando formas homicidas, por meio do sarcasmo. O Surrealismo derivou desse movimento e valorizou o mundo imaginário, em detrimento do mundo real. As representações subconscientes substituíam o cartesianismo, vigente nas letras e nas artes.
Raul Bopp segue afirmando que essas escolas artísticas esgotavam a cidade de Paris, cuja cultura manifestava expressões da arte de todo o mundo. Controvérsias teóricas eram debatidas pelos artistas, e a crítica era submetida a um jogo de influências. Gradualmente, ocorria uma transformação artística, com a emergência de novas teorias.
No Brasil, contudo, a inquietação que agitava Paris tinha pouca repercussão. O academicismo confirma prevalecia em São Paulo, em contraste com a pujança econômica e com o processo de urbanização e de industrialização do Estado.
O autor relata que Paul Claudel e Darius Millaud vieram ao Brasil, em plena guerra, e faziam excursões pela cidade do Rio de Janeiro. Eles frequentaram a casa dos Pais Leme, em que tiveram contato com músicas de Ernesto Nazaré e Tupinambá trazidas por Dona Isar. Millaud ficou fascinado com a música e com a natureza do Brasil. A musicalidade brasileira inspirou sua obra, notadamente, a música “Boeuf sur le toit”, derivada da marchinha “Boi no Telhado”. A canção de Millaud deu origem a uma boate, em Paris, que reuniu personalidades da vanguarda.
O Brasil se havia tornado objeto de entusiasmo geográfico, na Europa, apesar de tratar-se de um Brasil imaginário e utópico, idealizado pelos artistas. Os próprios brasileiros, de férias em Paris, foram influenciados por esse ponto de vista que exaltava o samba, a natureza e a paisagem do Corcovado.
Entre esses brasileiros estavam alguns membros da elite culta de São Paulo, que buscava conhecer novidades artísticas e tinha contato com artistas de vanguarda. Segundo Raul Bopp, essas pessoas traziam exemplares de obras vanguardistas europeias para São Paulo e explicavam os princípios artísticos aos amigos. O autor conclui afirmando que os artistas gozavam de maior liberdade de expressão, consoante as novas tendências plásticas.
Em Vida e morte da antropofagia, Raul Bopp argumenta que a arte moderna remonta ao processo técnico característico das máquinas, o que acarretou problemas de representação plástica.
Inicialmente, as formas geométricas puras foram usadas; para representar a realidade, reduzindo-a, contudo, a uma espécie de natureza-morta. O Cubismo, caracterizado pela decomposição dos objetos e pela “pintura a duas dimensões”, derivou dessa técnica. Na mesma época, o Futurismo surgiu na Itália e provocou a problematização da arte moderna, em razão de seu caráter polêmico. O Expressionismo, por sua vez, remonta ao início do século XX. Diferentemente do Futurismo, que se assemelhou esteticamente às máquinas, o Expressionismo buscou expressar sentimentos, com base em diversas tendências plásticas, com o predomínio de formas trágicas.
Segundo o autor, a Primeira Guerra Mundial provocou uma renovação artística, levada a cabo pela geração montparnasiana, que representava, em sua arte, a destruição da guerra e a angústia humana. Nesse contexto, o grupo Dadá questionava valores, proclamando la antiarte e exaltando formas homicidas, por meio do sarcasmo. O Surrealismo derivou desse movimento e valorizou o mundo imaginário, em detrimento do mundo real. As representações subconscientes substituíam o cartesianismo, vigente nas letras e nas artes.
Raul Bopp segue afirmando que essas escolas artísticas esgotavam a cidade de Paris, cuja cultura manifestava expressões da arte de todo o mundo. Controvérsias teóricas eram debatidas pelos artistas, e a crítica era submetida a um jogo de influências. Gradualmente, ocorria uma transformação artística, com a emergência de novas teorias.
No Brasil, contudo, a inquietação que agitava Paris tinha pouca repercussão. O academicismo confirma prevalecia em São Paulo, em contraste com a pujança econômica e com o processo de urbanização e de industrialização do Estado.
O autor relata que Paul Claudel e Darius Millaud vieram ao Brasil, em plena guerra, e faziam excursões pela cidade do Rio de Janeiro. Eles frequentaram a casa dos Pais Leme, em que tiveram contato com músicas de Ernesto Nazaré e Tupinambá trazidas por Dona Isar. Millaud ficou fascinado com a música e com a natureza do Brasil. A musicalidade brasileira inspirou sua obra, notadamente, a música “Boeuf sur le toit”, derivada da marchinha “Boi no Telhado”. A canção de Millaud deu origem a uma boate, em Paris, que reuniu personalidades da vanguarda.
O Brasil se havia tornado objeto de entusiasmo geográfico, na Europa, apesar de tratar-se de um Brasil imaginário e utópico, idealizado pelos artistas. Os próprios brasileiros, de férias em Paris, foram influenciados por esse ponto de vista que exaltava o samba, a natureza e a paisagem do Corcovado.
Entre esses brasileiros estavam alguns membros da elite culta de São Paulo, que buscava conhecer novidades artísticas e tinha contato com artistas de vanguarda. Segundo Raul Bopp, essas pessoas traziam exemplares de obras vanguardistas europeias para São Paulo e explicavam os princípios artísticos aos amigos. O autor conclui afirmando que os artistas gozavam de maior liberdade de expressão, consoante as novas tendências plásticas.