Redija, com as suas próprias palavras, um resumo do texto apresentado (recurso 't3').
Extensão do texto: de 35 a 50 linhas.
[valor: 20,00 pontos]
Redija, com as suas próprias palavras, um resumo do texto apresentado (recurso 't3').
Extensão do texto: de 35 a 50 linhas.
[valor: 20,00 pontos]
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados. A vida de uma cidade consiste em um acontecimento contínuo e manifesta-se por meio de obras materiais, traçados ou construções que são testemunhos preciosos do passado, os quais compõem o patrimônio humano cuja herança deve ser transmitida intacta para os séculos futuros.
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados se constituírem a expressão de uma cultura anterior e um interesse geral. Assim como os seres vivos, as obras feitas pelos homens também chegam ao fim, mas é preciso escolher, com sabedoria, o que deve ter direito à perenidade. Na ocorrência de pontos de vista opostos com relação a essa escolha, deve-se procurar conciliá-los: nos casos de construções repetidas em numerosos exemplares, algumas podem ser conservadas e outras, demolidas; em determinadas situações, é possível isolar apenas a parte que constitua lembrança ou um valor real; em casos excepcionais, elementos incômodos podem ser transplantados.
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados se sua conservação não acarretar o sacrifício de populações mantidas em condições insalubres. As regras da justiça social não podem ser ignoradas pelo culto estrito ao passado: a conservação de antigos bairros pitorescos deve levar em consideração a miséria, a promiscuidade e a doença que eles abrigam. O culto do pitoresco e da história jamais deve ter primazia sobre a salubridade da moradia.
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados se for possível remediar a presença prejudicial. O crescimento excepcional de uma cidade pode criar uma situação perigosa, levando a um impasse do qual só se sairá mediante alguns sacrifícios, como a demolição. Se essa medida, no entanto, acarretar a destruição de verdadeiros valores arquitetônicos, históricos ou espirituais, é válido pensar em desviar a circulação em lugar de suprimir o obstáculo, por exemplo. É preciso usar a imaginação, a invenção e os recursos técnicos para solucionar esse tipo de problema.
A demolição dos cortiços ao redor dos monumentos históricos poderá ensejar a criação de superfícies verdes. É verdade que essa demolição poderá destruir uma ambiência secular, o que é lamentável, mas se pode aproveitar essa situação para introduzir superfícies verdes. Assim, os vestígios do passado adentrarão uma ambiência nova, da qual toda a vizinhança se beneficiará.
Por fim, o emprego de estilos do passado nas construções novas das zonas históricas, sob pretextos estéticos, não deve ser tolerado. Cada geração teve sua maneira de pensar, suas concepções e sua estética, empregando os recursos técnicos de sua época. Copiar o passado consistiria em erigir o “falso” como princípio, pois, além de as antigas condições de trabalho não poderem ser reconstituídas, a aplicação da técnica moderna levaria a um simulacro sem vida. Ao se misturar o “falso” ao “verdadeiro”, chega-se apenas a uma reconstituição fictícia, que desacredita os testemunhos autênticos por cuja preservação mais se empenhava.
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados. A vida de uma cidade consiste em um acontecimento contínuo e manifesta-se por meio de obras materiais, traçados ou construções que são testemunhos preciosos do passado, os quais compõem o patrimônio humano cuja herança deve ser transmitida intacta para os séculos futuros.
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados se constituírem a expressão de uma cultura anterior e um interesse geral. Assim como os seres vivos, as obras feitas pelos homens também chegam ao fim, mas é preciso escolher, com sabedoria, o que deve ter direito à perenidade. Na ocorrência de pontos de vista opostos com relação a essa escolha, deve-se procurar conciliá-los: nos casos de construções repetidas em numerosos exemplares, algumas podem ser conservadas e outras, demolidas; em determinadas situações, é possível isolar apenas a parte que constitua lembrança ou um valor real; em casos excepcionais, elementos incômodos podem ser transplantados.
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados se sua conservação não acarretar o sacrifício de populações mantidas em condições insalubres. As regras da justiça social não podem ser ignoradas pelo culto estrito ao passado: a conservação de antigos bairros pitorescos deve levar em consideração a miséria, a promiscuidade e a doença que eles abrigam. O culto do pitoresco e da história jamais deve ter primazia sobre a salubridade da moradia.
Os valores arquitetônicos devem ser salvaguardados se for possível remediar a presença prejudicial. O crescimento excepcional de uma cidade pode criar uma situação perigosa, levando a um impasse do qual só se sairá mediante alguns sacrifícios, como a demolição. Se essa medida, no entanto, acarretar a destruição de verdadeiros valores arquitetônicos, históricos ou espirituais, é válido pensar em desviar a circulação em lugar de suprimir o obstáculo, por exemplo. É preciso usar a imaginação, a invenção e os recursos técnicos para solucionar esse tipo de problema.
A demolição dos cortiços ao redor dos monumentos históricos poderá ensejar a criação de superfícies verdes. É verdade que essa demolição poderá destruir uma ambiência secular, o que é lamentável, mas se pode aproveitar essa situação para introduzir superfícies verdes. Assim, os vestígios do passado adentrarão uma ambiência nova, da qual toda a vizinhança se beneficiará.
Por fim, o emprego de estilos do passado nas construções novas das zonas históricas, sob pretextos estéticos, não deve ser tolerado. Cada geração teve sua maneira de pensar, suas concepções e sua estética, empregando os recursos técnicos de sua época. Copiar o passado consistiria em erigir o “falso” como princípio, pois, além de as antigas condições de trabalho não poderem ser reconstituídas, a aplicação da técnica moderna levaria a um simulacro sem vida. Ao se misturar o “falso” ao “verdadeiro”, chega-se apenas a uma reconstituição fictícia, que desacredita os testemunhos autênticos por cuja preservação mais se empenhava.