Leia, com atenção, o texto a seguir.Albert Einstein:
“Existe alguma forma de livrar a humanidade da ameaça de guerra?É possível controlar a evolução da mente do homem, de modo a torná-lo à prova das psicoses do ódio e da destrutividade?”
Sigmund Freud:
“O senhor começa com a relação entre direito e poder. Posso substituir a palavra ‘poder’ por violência?Conflitos de interesse entre os homens se resolvem mediante o emprego da violência.Esse é o estado original, o domínio do poder maior, da violência crua ou apoiada na inteligência. Sabemos que houve um
caminho da violência para o direito.A humanidade trocou numerosas, mesmo intermináveis pequenas guerras por raras, mas tanto mais devastadoras grandes
guerras.Quando os homens são incitados à guerra, neles há toda uma série de motivos a responder afirmativamente, nobres e baixos.Não se trata de eliminar completamente as tendências agressivas humanas; pode-se tentar desviá-las a ponto de não terem
que se manifestar na guerra.Se a disposição para a guerra é uma decorrência do instinto de destruição, então será natural recorrer, contra ela, ao
antagonista desse instinto. Tudo o que produz laços emocionais entre as pessoas tem efeito contrário à guerra. Essas ligações podemser de dois tipos. Primeiro, relações como as que se tem com um objeto amoroso. O outro tipo de ligação emocional é o que se dápela identificação.
Em sua forma atual, a guerra já não oferece oportunidade de satisfazer o antigo ideal heroico, e no futuro, graças aoaperfeiçoamento dos meios de destruição, uma guerra significaria a eliminação de um ou até mesmo de ambos os adversários.
Não se podem condenar igualmente todas as espécies de guerras; enquanto houver nações e reinos que estejam dispostos àdestruição implacável de outros, esses outros têm que se armar para a guerra.
Mas pode não ser uma esperança utópica que a influência desses dois fatores, da atitude cultural e do justificado medo dasconsequências de uma guerra futura, venha a terminar com as guerras. Tudo o que promove a evolução cultural também trabalhacontra a guerra.”
VENTURA, D.; SEITENFUS, R.Um diálogo entre Einstein e Freud: por que a guerra?Santa Maria: FADISMA, 2005, p. 21 e 25.
FREUD, Sigmund.Obras completas. São Paulo: Cia. das Letras, 2010, v. 18, p. 238 – 250, com adaptações.
Com base na leitura dos excertos de troca de cartas entre Albert Einstein e Sigmund Freud no ano de 1932, discorra acerca do papelda diplomacia, fazendo referência a uma ou mais ideias mencionadas nos textos apresentados e a momentos históricos.