×
Padrão de Resposta
A comunidade internacional possui, atualmente, o objetivo de conter as mudanças climáticas. Os efeitos de décadas de desenvolvimento econômico e industrial sem uma preocupação com o futuro estão sendo sentidos em todos os países do mundo, em maior ou menor grau. José Bonifácio de Andrada e Silva, no período de 1815 a 1828, já demonstrava sua preocupação e sua indignação com as ações humanas de destruição da natureza. Segundo o “Patriarca da Independência”, as práticas destrutivas representavam um crime horrendo, além de arriscarem o futuro da terra, da lavoura e da população. Embora José Bonifácio tenha discorrido sobre os problemas da destruição da natureza no início do século XIX, suas ideias permanecem extremamente atuais. O Brasil e o mundo estão comprometidos com a mitigação das mudanças climáticas, com o fim do desmatamento ilegal e com o desenvolvimento sustentável, mas, hoje, o cenário apontado por Bonifácio é ainda mais urgente e preocupante. Nesse sentido, no contexto da COP 30, a ser realizada na Amazônia, em 2025, a diplomacia brasileira deve buscar promover uma cooperação internacional ambiciosa com o objetivo de aprofundar as ações nacionais e internacionais para um futuro sustentável.
As ideias de José Bonifácio sobre os problemas ambientais no território brasileiro ainda são atuais, visto que suas preocupações refletem problemas atualmente experimentados pelo Brasil e pelo mundo. Há dois séculos, o “Patriarca da Independência” já se indignava com as ações inconsequentes do ser humano. Ademais, ele já analisava um problema atual: “sem bastante umidade não há prados; sem prados, pouco ou nenhum gado; e sem gado, nenhuma agricultura”. Hoje, o Brasil possui uma agropecuária extremamente avançada, a qual representa parcela importante do comércio exterior nacional. No entanto, a ampliação de fronteiras agrícolas na Amazônia, por exemplo, arrisca a própria continuidade da agropecuária, uma vez que as chuvas provenientes da Amazônia garantem a umidade necessária para a produção agrícola na região central do país. A preservação das florestas brasileiras não é um simples anseio em prol da conservação de uma paisagem, mas, sim, uma necessidade para a economia e para a saúde alimentar da população brasileira e mundial. As mudanças climáticas e o desmatamento no Brasil e no mundo, portanto, evidenciam a atualidade do pensamento ambiental de José Bonifácio.
Atualmente, o Brasil e o mundo estão comprometidos com a mitigação das mudanças climáticas, com o fim do desmatamento e com o desenvolvimento sustentável. No entanto, o cenário descrito por José Bonifácio, no século XIX, é ainda mais urgente. No período de 1815 a 1828, as ideias dele poderiam parecer exageradas ou radicais, uma vez que uma perspectiva ambientalista não era prioridade para os países. Hoje, entretanto, a ciência e a comunidade internacional possuem o desafio de encontrar soluções eficientes para mitigar os efeitos de anos de destruição e de crescimento insustentável. A partir da década de 1970, os países do mundo começaram a dialogar conjuntamente sobre os problemas decorrentes do desmatamento, da poluição e do aquecimento global. Em 2015, a maioria dos países do mundo assinou o Acordo de Paris e se comprometeu com metas nacionais de mitigação das mudanças climáticas. O Brasil estabeleceu metas ambiciosas com o objetivo de zerar o desmatamento ilegal, aumentar o uso de energia sustentável e incentivar o reflorestamento no país. Os esforços brasileiros também são observados no âmbito internacional, uma vez que o país possui parcerias com países africanos com o objetivo de aumentar a agricultura sustentável e o uso de fontes energéticas sustentáveis. As matas brasileiras ainda são, como apontado por Bonifácio, vítimas do fogo e do machado, entretanto o Estado brasileiro não mais respalda tais ações de destruição e se esforça para promover o desenvolvimento sustentável.
No contexto do Brasil como sede da COP 30, em 2025, é responsabilidade da diplomacia brasileira contribuir para a promoção de novos compromissos climáticos para um futuro mais sustentável. O anseio brasileiro de ser a sede da COP 30 evidencia o compromisso do Itamaraty com a cooperação internacional e com a promoção de ações para conter as mudanças climáticas. A diplomacia brasileira, portanto, deve mostrar os atuais esforços do país para a proteção de suas florestas e do seu sistema ambiental. Ademais de liderar por meio do exemplo, a diplomacia brasileira deve aproximar as demais nações para a consecução de compromissos financeiros, tecnológicos e científicos em prol de um futuro climático mais promissor. O Brasil possui uma grande responsabilidade ao sediar a próxima COP na Amazônia e, portanto, por meio de seus diplomatas, deve respaldar-se nos princípios da cooperação internacional e da preocupação com o futuro da humanidade.
As ideias de José Bonifácio apresentadas há dois séculos ainda são atuais. As ações humanas contra a natureza não diminuíram com os anos e, hoje, o mundo sofre as consequências das mudanças climáticas e do desmatamento ambiental. Há, portanto, um esforço conjunto em prol da mitigação das mudanças do clima. O Brasil está comprometido em alterar o padrão de destruição existente no país e contribuir para uma cooperação internacional eficiente em prol de um mundo mais sustentável.