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POLÍTICA INTERNACIONAL 2003
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Questão q18 de 2003

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Com o advento da República, a política externa brasileira voltou-se para uma deliberada aproximação com os EUA, país que reconhecera, quase que de imediato, o novo regime político do Brasil. Isso não significou que houvessem sido abandonadas as ligações com a Europa, especialmente com a Grã-Bretanha, marca registrada das relações exteriores durante o Império. Mas articulavam-se, com o barão do Rio Branco à frente do ministério, as novas bases de uma identidade continental, que garantiria um alinhamento do Brasil com os EUA, mantido, apenas com pequenas alterações, até o presente. Maria Lígia Prado. Davi e Golias: as relações entre Brasil e Estados Unidos no século XX. In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1–2) — a grande transação. São Paulo: SENAC, 2, p. 3 (com adaptações). Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a inserção internacional do Brasil ao longo do período republicano, julgue os itens subseqüentes.

  1. Figura emblemática da diplomacia brasileira, Rio Branco veio do Império para se agigantar como estadista nas primeiras décadas republicanas. À frente do Itamaraty por dez anos, teve papel preponderante na resolução de problemas de fronteira e, no que concerne à intenção de consolidar uma identidade continental para o país, vislumbrou a crescente importância que teriam os EUA no cenário mundial.

  2. Entre os momentos em que “o alinhamento do Brasil com os EUA” — mantido, segundo o texto, ao longo do período republicano — sofreu algum tipo de constrangimento, pode-se citar a fase da Política Externa Independente. Lançada na primeira metade dos anos 6 do século passado, ela refletia os anseios de se praticar um ponto de vista internacional a partir dos interesses nacionais em um rico e complexo contexto histórico, no qual se destacavam, entre outros marcantes acontecimentos, os impactos da Revolução Cubana e a emergência das novas nações africanas.

  3. Malgrado suas indisfarçáveis similitudes e de terem convivido no mesmo contexto histórico, o justicialismo peronista e o trabalhismo getulista não conseguiram se aproximar, quer em termos de propostas de ação, quer pela atuação conjunta propriamente dita. Mais que mera possibilidade, é provável que esse desencontro tenha sido motivado pelo histórico contencioso entre Argentina e Brasil, que tiveram nas disputas pela hegemonia na região platina, no século XIX, seu elemento definidor.

  4. Enquanto os primeiros governos do regime militar instaurado em 1 faziam nítida opção pelo alinhamento com Washington, na provável busca de um relacionamento especial e privilegiado com a grande potência ocidental, sob Geisel o regime reorienta a ação diplomática do Brasil. Esgrimindo um pragmatismo responsável, o Brasil aproxima-se de outros importantes centros capitalistas — de que decorre, por exemplo, o acordo nuclear com a Alemanha — e implementa significativa política para o continente africano — que teria no rápido reconhecimento de Angola uma de suas cargas mais simbólicas.

  5. A forma efusiva como o presidente Fernando Henrique Cardoso foi recebido por George W. Bush demonstra que, a despeito da impressão insatisfatória deixada na Casa Branca à maneira pela qual o Brasil reagiu aos ataques terroristas do 1 de setembro de 2, propondo prudência e cautela na reação norte-americana e se recusando a apoiar atitudes sustentadas por uma visão maniqueísta do mundo, a política internacional é conduzida por princípios conceituais, de modo que as divergências tendem a ser superadas. Cargo: Terceiro Secretário da Carreira de Diplomata – 9 / 1 É permitida a reprodução apenas para fins didáticos e desde que citada a fonte.