É a partir de 1968 (II U n ct ad ) q u e o Brasil passou a expressar
apoio mais denso aos foros multilatera is, movido pela convicção
de ser essa atitude o “ meio de neutralizar ou reduzir o
considerável p o d er de coerção das superpotências e grandes
poderes nas relações i n t e rnacionais”, como assinalou Antonio
Augusto Cançado Trindade. Já para Clodoaldo Bueno, a
continuidade seria o elemento definidor da política multilateral
brasileira, a expressar o reconhecido grau de profissi onalismo do
I t amaraty. Para ele, a diplomacia brasileira teve tradicionalmente
na ONU uma participação constante e cooperativa, fazendo do
tema do desenvolvimento uma de suas preocupações cen trais.
A par t i r dessas informações, julgue os itens que se seguem,
relativos à inserção internacional do Brasil.
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A aproximação en t re Argentina — governo Alfonsín — e
Bras i l — governo Sarney —, em meados dos anos 80 do
século XX, foi o passo i n icial para a constituição do futuro
Mercado Comum d o Sul (MERCOSUL) e se deu em um
contexto de crise econômica nos dois países, recém-saídos
de ditaduras militares. -
Ao se afastar, em 2003, das tratativas em torno da
implantação da Área de Livre Comércio das Américas
(AL CA ), ab r indo mão de co-presidir — com os EUA — a
comissão negociadora do megabloco contin en t al, o Brasil
emitiu sinais claro s d e repulsa às práticas norte-americanas
de subsídios, nomeadamente aquelas em vigor n a á rea
agrícola. -
A criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa,
que contou com ativa participação d o Brasil, ocorreu em um
co n t exto histórico amplamente favorável. Com efeito, é na
décad a d e 90 do século XX que a política brasileira para a
África mais se robustece, com o sensível incremento das
relações comerciais, diplomáticas e estratégicas en t re o
Brasil e os Estados africanos. -
Enquanto o binômio segurança–desenvolvimento pautou, em
linhas gerais, a política intern acional implementada pelo
regime militar, co n ferindo-lhe caráter mais defensivo, com a
red emocratização do país, em meio ao novo cenário mundial
surgido a partir de fins da década de 80 do século XX, o
Brasil tratou de ampliar sua presença multilateral. Exemp l os
d essa estratégia seriam, entre outros, a realização da Eco-92
— no Rio de Janeiro — e a candidatu ra a um assento
permanente no Conselho de Segurança da ONU. -
Retraída no combate às práticas protecionistas do s países e
blocos economicamente mais fortes, a atuação brasileira na
OMC é dura na opo s i ção às medidas unilaterais. Já no
âmbito da ONU, defende um Conse l h o de Segurança mais
democrát ico, embora ainda não demonstre desconforto
quanto à forma pela qual ele fo i organizado, quando da
criação das Nações Unidas, refletindo a realp o litik do
sistema bipolar.