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POLÍTICA INTERNACIONAL 2007
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Questão q56 de 2007

Tempo: 00:00
Texto Auxiliar 1

Dois fatos ocorridos em 1945 marcaram a história
brasileira. Chegavam ao fim a Segunda Guerra Mundial e a Era
Vargas. A partir daí, o país se redemocratizava, fazia avançar
seu projeto de modernização econômica, rapidamente se
urbanizava, ao tempo em que convivia com uma ordem
internacional de pronunciada tensão que atingia o continente
americano, particularmente, entre fins da década de 50 do
século passado e o decênio seguinte. Entre 1964 e 1985, o
Brasil viveu sob o autoritarismo do regime militar, período que
não deve ser entendido como uniforme e homogêneo, tanto na
política interna quanto na externa. A partir de 1985, com a nova
experiência democrática, o país passou a conviver com outra
realidade mundial e nela procurou inserir-se, mantendo
princípios permanentes de sua política internacional e fazendo
uso de mecanismos e instrumentos próprios do novo contexto
global.

Tendo as informações acima como referência inicial e considerando as principais vertentes e linhas de ação da política externa brasileira, de 1945 aos dias atuais, julgue (C ou E) os itens que se seguem.

  1. Com a eleição do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), o Brasil alinhou-se à estratégia político-militar norte-americana, voltada, no contexto da Guerra Fria, para conter as forças consideradas inimigas do Ocidente democrático.

  2. Na primeira metade dos anos 60 do século passado, a Política Externa Independente procurou expressar um ponto de vista internacional do Brasil, entendido como instrumento essencial à conquista do desenvolvimento nacional e não submetido aos interesses das potências hegemônicas.

  3. O terceiro governo do ciclo militar, sob a liderança de Ernesto Geisel, adotou a linha do pragmatismo responsável, a qual, sob nova roupagem, retomava os padrões da política externa de Castelo Branco, fundamentada no relacionamento especial com os EUA e na conveniência de se distanciar de outros pólos de poder no âmbito do capitalismo.

  4. O estreitamento das relações com a Argentina de Alfonsín, ocorrido durante o governo Sarney, ainda que não tenha resultado em aproximação mais objetiva, que redundasse em acordos econômicos entre Brasil e Argentina, teve o mérito de superar históricas rivalidades, atenuadas, apenas circunstancialmente, por ambos os regimes militares.