Múltiplos fatores conjugam-se para fazer do Oriente Médio foco permanente de tensão e de conflitos, cujas repercussões não ficam restritas à região. No que concerne a esse quadro, que o início do século XXI não altera em relação ao que o antecedeu, julgue (C ou E) os itens seguintes.
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Apesar do apoio do conjunto dos Estados árabes à decisão da ONU (1947) de encerrar o mandato britânico na Palestina e promover a partilha do território em dois Estados, apenas o de Israel materializou-se, razão pela qual não se dissipa a instabilidade na região.
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Bem mais que eventual importância estratégico-militar, o problema representado pela definição do status de Jerusalém é mais amplo e mostra-se até hoje incontornável: internacionalizada pela ONU, reivindicada como capital por israelenses e palestinos e sede das três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo).
Anulado. No item, afirma-se que Jerusalém é a “sede das três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo)”. Diferentes acepções da palavra “sede” fazem com que o item apresente ambigüidade insuperável. Assim, fez-se necessária a anulação do item.
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O fundamentalismo islâmico teve no Irã depois da revolução xiita de 1979 um pólo irradiador, que identificou no Ocidente seu principal inimigo, representado pelos EUA e seu histórico aliado regional, Israel.
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Nas duas vezes em que atacaram militarmente o Iraque, em 1991 e na atualidade, os EUA encontraram vigorosa resistência da população local, em larga medida incentivada pela reprovação à política de Washington manifestada pelo conjunto dos Estados árabes.