Redija um texto dissertativo em que sejam examinadas as
relações sino-japonesas nas últimas décadas e suas implicações
para o fortalecimento do sistema multilateral, em especial para
as Nações Unidas.
Redija um texto dissertativo em que sejam examinadas as
relações sino-japonesas nas últimas décadas e suas implicações
para o fortalecimento do sistema multilateral, em especial para
as Nações Unidas.
As relações sino-japonesas têm se desenvolvido sob o
signo da desconfiança, com fortes implicações para o sistema
multilateral, sobretudo para a ONU. Do lado chinês, a
desconfiança histórica e o trauma nacional decorrente do
imperialismo expansionista japonês, basta lembrar-nos de
episódios como o Massacre de Nanquim durante a Segunda
Guerra Mundial, tem informado a política externa chinesa. Do
lado japonês, a ascensão chinesa ao posto de segunda maior
economia do mundo e seu crescente poder militar fazem com
que Tóquio reveja sua política externa pacifista, baseada apenas
em força s de defesa nacional. Nesse contexto, o
primeiro-ministro japonês Shinzo Abe tem afirmado o caráter
vital da energia nuclear para o país, o que pode ser interpretado
de forma ambígua. Dessa maneira, a potencialidade de eclosão
de um conflito na região demanda uma análise cuidadosa ao
mesmo tempo que aponta para possíveis caminhos para o
fortalecimento do sistema multilateral da ONU.
O recente conflito em torno da posse de ilhas localizada
no Mar da China oriental chamou a atenção da comunidade
internacional para a escalada de tensão entre os dois países.
Essas ilhas, que recebem denominações distintas por parte do
Japão (ilhas Senkaku) e da China (Diaoyu), revelam crescente
disputa pela hegemonia política na região. O governo japonês,
como já enfatizado, revê seu compromisso de não possuir armas
nucleares, já que sua dependência, em matéria de defesa e
segurança, para com os Estados Unidos é questionada, já que o
tradicional aliado americano possui um alto grau de dependência
econômica com a China, pois esta é uma expressiva credora da
dívida pública norte-americana. A China, por sua vez, acredita
que qualquer concessão ao Japão pode ser vista como mais um
episódio da “política de humilhação” que caracterizou
historicamente seu relacionamento com os “países imperialistas”
nos últimos séculos.
É nesse contexto que uma resolução em torno desse
conflito deve ser buscada no âmbito das Nações Unidas. A
obtenção de uma solução que fosse satisfatória para ambos os
países representaria um fortalecimento do sistema multilateral.
Cabe ressaltar, também, que a China tem se mostrado uma
opositora prática da reforma do Conselho de Segurança das
Nações Unidas, por conta das ambições japonesas em se tornar
um dos membros permanentes, o que foi materializado na sua
participação no G-4 criado em 2005.
Conquanto pelo panorama traçado até então possa
considerar-se que o relacionamento sino-japonês apenas dê
sinais de mau agouro para o revigoramento da ONU, há outros
elementos mais auspiciosos. Nesse sentido, pode-se falar da
complementariedade econômica entre os dois países, com
grandes fluxos de comércio e investimento entre os dois países,
tendo um dos maiores comércios bilaterais do mundo. Esse
simples fator eleva, drasticamente, o custo de uma elevação na
tensão entre os dois países, o que tem levado ambos países a se
comprometerem com a resolução pacífica de seus contenciosos.
Há, ademais, o interesse chinês em participar dos novos
mega-acordos comerciais como o TPP, do qual o Japão é parte.
A busca de uma multipolaridade de cooperação passa,
necessariamente, pelo fortalecimento da normatividade do
sistema multilateral. Nesse sentido, é necessário que as relações
sino-japonesas e seus possíveis litígios sejam resolvidas dentro
do arcabouço jurídico das Nações Unidas. Os Estados Unidos,
principal aliado do Japão, deve pressionar para que o país
nipônico mantenha sua política externa pacifista ao mesmo
tempo que este não deva abrir mão de sua defesa nacional,
investindo no aprimoramento do poder de dissuasão de suas
forças de defesa. A China, por seu turno, deve procurar ao
máximo conformar sua atuação nos marcos do multilateralismo,
pois é do próprio interesse estratégico chinês garantir que sua
ascensão seja vista como pacífica. A estabilidade do sistema
internacional como um todo depende da harmonização entre
esses dois objetivos de política externa que, à primeira vista,
podem parecer antagônicos.
As relações sino-japonesas têm se desenvolvido sob o
signo da desconfiança, com fortes implicações para o sistema
multilateral, sobretudo para a ONU. Do lado chinês, a
desconfiança histórica e o trauma nacional decorrente do
imperialismo expansionista japonês, basta lembrar-nos de
episódios como o Massacre de Nanquim durante a Segunda
Guerra Mundial, tem informado a política externa chinesa. Do
lado japonês, a ascensão chinesa ao posto de segunda maior
economia do mundo e seu crescente poder militar fazem com
que Tóquio reveja sua política externa pacifista, baseada apenas
em força s de defesa nacional. Nesse contexto, o
primeiro-ministro japonês Shinzo Abe tem afirmado o caráter
vital da energia nuclear para o país, o que pode ser interpretado
de forma ambígua. Dessa maneira, a potencialidade de eclosão
de um conflito na região demanda uma análise cuidadosa ao
mesmo tempo que aponta para possíveis caminhos para o
fortalecimento do sistema multilateral da ONU.
O recente conflito em torno da posse de ilhas localizada
no Mar da China oriental chamou a atenção da comunidade
internacional para a escalada de tensão entre os dois países.
Essas ilhas, que recebem denominações distintas por parte do
Japão (ilhas Senkaku) e da China (Diaoyu), revelam crescente
disputa pela hegemonia política na região. O governo japonês,
como já enfatizado, revê seu compromisso de não possuir armas
nucleares, já que sua dependência, em matéria de defesa e
segurança, para com os Estados Unidos é questionada, já que o
tradicional aliado americano possui um alto grau de dependência
econômica com a China, pois esta é uma expressiva credora da
dívida pública norte-americana. A China, por sua vez, acredita
que qualquer concessão ao Japão pode ser vista como mais um
episódio da “política de humilhação” que caracterizou
historicamente seu relacionamento com os “países imperialistas”
nos últimos séculos.
É nesse contexto que uma resolução em torno desse
conflito deve ser buscada no âmbito das Nações Unidas. A
obtenção de uma solução que fosse satisfatória para ambos os
países representaria um fortalecimento do sistema multilateral.
Cabe ressaltar, também, que a China tem se mostrado uma
opositora prática da reforma do Conselho de Segurança das
Nações Unidas, por conta das ambições japonesas em se tornar
um dos membros permanentes, o que foi materializado na sua
participação no G-4 criado em 2005.
Conquanto pelo panorama traçado até então possa
considerar-se que o relacionamento sino-japonês apenas dê
sinais de mau agouro para o revigoramento da ONU, há outros
elementos mais auspiciosos. Nesse sentido, pode-se falar da
complementariedade econômica entre os dois países, com
grandes fluxos de comércio e investimento entre os dois países,
tendo um dos maiores comércios bilaterais do mundo. Esse
simples fator eleva, drasticamente, o custo de uma elevação na
tensão entre os dois países, o que tem levado ambos países a se
comprometerem com a resolução pacífica de seus contenciosos.
Há, ademais, o interesse chinês em participar dos novos
mega-acordos comerciais como o TPP, do qual o Japão é parte.
A busca de uma multipolaridade de cooperação passa,
necessariamente, pelo fortalecimento da normatividade do
sistema multilateral. Nesse sentido, é necessário que as relações
sino-japonesas e seus possíveis litígios sejam resolvidas dentro
do arcabouço jurídico das Nações Unidas. Os Estados Unidos,
principal aliado do Japão, deve pressionar para que o país
nipônico mantenha sua política externa pacifista ao mesmo
tempo que este não deva abrir mão de sua defesa nacional,
investindo no aprimoramento do poder de dissuasão de suas
forças de defesa. A China, por seu turno, deve procurar ao
máximo conformar sua atuação nos marcos do multilateralismo,
pois é do próprio interesse estratégico chinês garantir que sua
ascensão seja vista como pacífica. A estabilidade do sistema
internacional como um todo depende da harmonização entre
esses dois objetivos de política externa que, à primeira vista,
podem parecer antagônicos.