A política externa alemã passa por mudanças drásticas, com a diversificação de temas e espaços de atuação, em comparação à agenda anterior, mais restrita a temas da Europa e do G-7.
Tendo como referência essas modificações, julgue (C ou E) os itens que se seguem, a respeito da agenda externa alemã contemporânea.
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A Alemanha tem-se mostrado disposta a levantar, ou ao menos a atenuar, as sanções impostas à Rússia em decorrência da anexação da Crimeia — considerada ilegal — e da desestabilização deliberada da Ucrânia, caso a Rússia cumpra os Acordos de Minsk, celebrados em fevereiro de 2015.
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No tocante às relações com o Brasil, destaca-se o importante papel da Alemanha no fortalecimento do sistema brasileiro de inovação, por meio de parcerias, especialmente com a Sociedade Fraunhofer, que permitiram a criação e o desenvolvimento dos Institutos SENAI de Inovação, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), da FINEP – Inovação e Pesquisa e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).
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As relações teuto-norte-americanas têm sido marcadas por afastamento e até certa hostilidade, diante da revelação, pela plataforma Wikileaks, da interceptação de conversas e documentos reservados, inclusive de altas autoridades alemãs, pela Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA), fato que ensejou a chamada a consultas do embaixador alemão em Washington.
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As relações entre Alemanha e Turquia ficaram sensivelmente desgastadas após a aprovação, pelo Parlamento alemão, de moção que qualifica de genocídio o massacre de armênios por tropas otomanas em 1915 e 1916, tendo o próprio governo alemão reconhecido que a aprovação da moção tem potencial para desestabilizar as relações bilaterais, especialmente no que tange ao tratamento de temas como refugiados e migrações.