O problema mais visível da economia brasileira, na
segunda metade do século XX, era a inflação, que, mesmo
nos anos de fraco desempenho do PIB (1981/1983), não cedia. Já
em 1980, a inflação havia superado os 100%, e os esforços
realizados nos primeiros anos da década (1981 e 1982) apenas a
haviam reduzido marginalmente.
F. Giambiagi et al. Economia brasileira contemporânea: 1945-2010. 2.ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2011, p. 101 (com adaptações).
A respeito do período de hiperinflação dos anos 1980 e dos correspondentes planos de combate à inflação, julgue (C ou E) os seguintes itens.
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O chamado conflito distributivo se incluía entre as hipóteses levantadas para explicar a continuidade da inflação como o resultado de uma tentativa constante de apropriação de uma fatia maior da renda por cada grupo de interesse — por exemplo, trabalhadores buscavam aumentos de salários, enquanto empresários buscavam reajustar os preços de seus produtos.
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Durante o Plano Cruzado, os preços foram congelados de acordo com regras para cada categoria de produtos, ao passo que os salários eram reajustados com base no gatilho inflacionário.
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O Plano Verão, implementado em 1989, apresentava um misto de políticas econômicas ortodoxas e heterodoxas, além da criação de uma nova moeda em paridade com o dólar (câmbio 1:1).
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O Plano Brésser, também conhecido como política do feijão com arroz, consistiu em uma política econômica ortodoxa de retorno ao ajuste gradualista de preços, cujo foco era a redução do déficit público.
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