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HISTÓRIA DO BRASIL 2025
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Questão IA (Medio)
TEXTO DE REFERÊNCIA
""178 História do Brasil III por intelectuais em determinados momentos, para compreender fenômenos da realidade social (GOMES, 2001, p. 54). Se hoje se permite uma crítica (trabalhista) muito sólida ao populismo como teoria e como experiência histórica é porque se vive um ambiente intelectual com referências acadêmicas que permitem tal iniciativa. Cabe a nós, historiadores e professores, deslizar esse debate de uma retórica acadêmica e erudita para os manuais didáticos escolares, para que essa interpretação torne-se tão usual, como outrora foi (ou ainda em parte é) a derivada do conceito de populismo. RESUMO Esta aula se constitui num esforço para se elaborar, ainda que de forma esquemática, a genealogia de uma das noções mais caras às Ciências Sociais brasileiras, na segunda metade do século XX, para análise da relação Estado/sociedade no Brasil: O conceito de populismo. À luz de uma abordagem historiográfi ca, procuramos evidenciar as insufi ciências desse conceito para explicação da experiência política varguista entre 1930 e 1945 e do curto intervalo liberal-democrático subsequente, interrompido pelo golpe civil-militar de 1964. Informação sobre a próxima aula A próxima aula terá como eixo norteador a análise dos conceitos de desenvolvimento, nacionalismo e subdesenvolvimento no debate político-econômico no Brasil, realizados pelo pensamento Isebiano e pela perspectiva estruturalista proposta pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) já no limiar da década de 1950."... (Fonte: Indice Compativel - Aula 8 – Desenvolvimento e Nacional desenvolvimentismo no governo JK)"

O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), frequentemente associado ao apogeu do desenvolvimentismo no Brasil, é também um período central nos debates sobre o populismo na experiência republicana. Considerando a perspectiva historiográfica apresentada no texto de referência e os debates sobre o tema, julgue os itens a seguir como Certo (C) ou Errado (E).

  1. 1 Consoante a crítica historiográfica sugerida pelo texto, a caracterização do governo JK como 'populista' é considerada uma abordagem insuficiente para explicar a complexa articulação política do período, que envolveu um pacto entre elites industriais, o Estado e setores urbanos em torno do projeto nacional-desenvolvimentista.

  2. 2 O populismo de JK, diferentemente do de Vargas, baseou-se em uma aliança exclusiva com os setores agrários conservadores, marginalizando as demandas das massas urbanas e dos sindicatos, o que evidencia as limitações do conceito de populismo para descrever seu governo.

  3. 3 A popularidade de Juscelino Kubitschek e seu estilo político, frequentemente rotulado de populista, estavam intrinsecamente ligados à mobilização social em torno de um ideal de modernização e otimismo, simbolizado pelo lema '50 anos em 5' e pela construção de Brasília.

  4. 4 O texto de referência endossa a visão tradicional de que o conceito de populismo é a ferramenta analítica mais adequada para a compreensão da experiência democrática de 1946-1964, por capturar a essência da liderança carismática e da manipulação das massas que marcaram o período.