CACD

HISTÓRIA DO BRASIL 2025
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Questão IA (Medio)
TEXTO DE REFERÊNCIA
"Desde o estabelecimento da política dos governadores, havia se instaurado no país uma cultura política que se consolidou, congelando a competição, neutralizando as oposições e domesticando os confl itos políticos. Neste sentido, a Reação Republicana representou exatamente um momento de contestação desse sistema [...] Todavia, as inúmeras divergências que dividiam a elite política dominante quanto à implantação de medidas de defesa da cafeicultura não podem ser consideradas como fator determinante para a ocorrência da cisão política e o surgimento da Reação Republicana. [...] Os resultados malfadados da política de valorização do café acirraram o descenso entre as forças oligárquicas do eixo Minas-São Paulo e dos estados do norte e nordeste. No Brasil, no fi nal do governo de Epitácio Pessoa (1919-1922), formou-se uma frente para a sucessão presidencial, conhecida como Reação Republicana..."

O texto abaixo, embora se refira à Primeira República, descreve dinâmicas políticas e econômicas cuja gênese remonta ao Segundo Reinado, período em que a cafeicultura se consolidou como o principal vetor da economia brasileira. A respeito das transformações sociais, políticas e econômicas impulsionadas pelo café durante o Segundo Reinado e suas implicações para o período republicano subsequente, julgue os itens a seguir como (C) Certos ou (E) Errados.

  1. 1 A expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba e, posteriormente, no Oeste Paulista durante o Segundo Reinado, promoveu a ascensão de uma nova elite agrária — os 'barões do café' — cujo poder econômico e político foi fundamental para a sustentação do Império e que, após 1889, se reconfigurou nas 'forças oligárquicas' mencionadas no texto, como as de São Paulo e Minas Gerais.

  2. 2 A exemplo da 'política de valorização do café' citada no texto, o Estado imperial, durante o Segundo Reinado, já implementava políticas intervencionistas diretas e sistemáticas de compra de excedentes para garantir a sustentação dos preços do produto no mercado internacional.

  3. 3 As 'tensões regionais' entre as forças oligárquicas, descritas no texto como um elemento da Primeira República, são um desdobramento do acentuado desequilíbrio econômico que se aprofundou durante o Segundo Reinado, quando a economia cafeeira do Sudeste concentrou a maior parte da riqueza e da influência política do país em detrimento de outras regiões.

  4. 4 A transição do trabalho escravo para o livre na cafeicultura, notadamente com a imigração europeia, foi um processo que gerou forte coesão na elite cafeicultora em torno do projeto monárquico, diferentemente das cisões políticas que, segundo o texto, marcariam a República Velha.