O candidato deve descrever a evolução das teorias. Inicialmente, a Teoria das Vantagens Comparativas (Ricardo) explica o comércio por diferenças exógenas na eficiência/produtividade do trabalho (custos de oportunidade relativos), pressupondo retornos constantes. A abordagem neoclássica de Heckscher-Ohlin (H-O) modifica o argumento central: a vantagem de um país decorre das diferenças na sua 'dotação de fatores' (um país abundante em trabalho exporta bens trabalho-intensivos; um abundante em capital exporta bens capital-intensivos). Contudo, ambos os modelos falham em explicar por que países ricos e com as mesmas dotações (como EUA, Europa e Japão) comercializam intensamente produtos semelhantes entre si (comércio intra-industrial). O candidato deve, então, introduzir a Nova Teoria do Comércio (Krugman), que responde a essa lacuna descartando a premissa da concorrência perfeita. A NTT explica que o comércio entre nações idênticas ocorre devido à busca por rendimentos crescentes (economias de escala) e pela atuação em mercados de concorrência imperfeita (concorrência monopolística com produtos diferenciados), permitindo que empresas retenham vantagens competitivas e dominem nichos de escala global independentemente da dotação de fatores de seu país de origem.