O candidato deve explicar que a diplomacia ambiental brasileira aborda a questão de forma holística: a proteção dos biomas transcende a mera ecologia de conservação, esbarrando nos direitos ao desenvolvimento socioeconômico sustentável e à superação da pobreza. O alicerce jurídico e diplomático da postura do Brasil é o princípio das Responsabilidades Comuns, porém Diferenciadas (CBDR), que reconhece a 'dívida ecológica' do Norte Global: embora todos devam proteger o clima, os países industrializados devem suportar os maiores custos financeiros e tecnológicos (como o provimento de meios de implementação), já que são os maiores emissores históricos. Em seguida, o candidato deve argumentar que o Itamaraty aponta a extrema pobreza nos países periféricos e o padrão predatório de superexploração e consumo exacerbado (herança das relações de dependência centro-periferia e expropriação de recursos naturais) como vetores interligados do colapso ecossistêmico, defendendo que não há solução puramente técnica para a pauta ambiental sem a promoção de justiça climática e socioambiental nas relações internacionais.