O candidato deve estruturar sua resposta apontando que a Geografia moderna nasceu indissociável das necessidades de dominação territorial e expansão comercial do Estado absolutista europeu (fase mercantilista do capitalismo). As duas bases econômicas do mercantilismo apontadas — o Metalismo (acúmulo de riqueza física) e o Exclusivismo Colonial (garantia do monopólio de exploração de matérias-primas) — demandavam um levantamento espacial rigoroso para garantir o controle imperial, transformando a Cartografia em um poderoso instrumento de poder e dominação militar e econômica ('apropriar exige conhecer'). Em virtude dessa origem histórica de apoio à dominação do Estado, o candidato deve argumentar que a história da Geografia carrega uma 'tensão dialética' constitutiva: por um lado, ela preserva essa função instrumental ligada à geopolítica estatal, à logística de exploração e à lógica da acumulação de capital; por outro, consolidou (sobretudo a partir do pós-Guerra) uma capacidade epistemológica crítica de desconstrução, evidenciando as mazelas e desigualdades originadas da produção social capitalista do espaço em diferentes escalas.