O candidato deve iniciar contextualizando que o fim da Guerra Fria e da bipolaridade extinguiu a existência de um paradigma geopolítico rígido e unívoco (Leste x Oeste). Nesse cenário global complexo, fragmentado e assimétrico, a Geografia Política clássica, focada exclusivamente nas ações macropolíticas dos Estados-Nação (Relações Internacionais puras), revelou-se insuficiente. O candidato deve apontar que a renovação metodológica exigiu incorporar abordagens multiescalares, admitindo que o poder é exercido e disputado não só por Estados, mas por corporações, movimentos sociais e entidades supranacionais. Finalmente, deve-se definir o conceito central de 'Território' em sua acepção moderna: não apenas um polígono físico ou extensão geométrica, mas o espaço geográfico onde se materializam e se territorializam essas diversas relações de poder, domínio e apropriação social e política, mantendo, no entanto, a relevância da carga histórica do Estado em sua administração.